Categoria TENIS UNIVERSITÁRIO

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Liberação da EAD no Ensino Médio

O Conselho Nacional de Educação decidiu liberar o ensino a distancia para os cursos de ensino médio. Ou seja, ensino não presencial.

Há, sem dúvida, uma racionalidade na proposta. Com a incorporação das tecnologias modernas de aprendizagem, que quando bem empregadas podem enriquecer o ensino a distancia e torná-lo mais atraente e eficaz, regiões e indivíduos que apresentam dificuldade de assistir a aulas presenciais de forma contínua poderiam ser atendidos. Para isso o Brasil precisa avançar na qualidade da estrutura de informatização das escolas e dos alunos, além do acesso a uma velocidade adequada de internet.

Existem, no entanto, problemas que geram as objeções que surgirão ao projeto, que serão grandes e provavelmente radicais, como todos os temas atuais no Brasil. associados a esse tipo de ensino.

O primeiro é a perda do convívio dos estudantes entre si e com seus professores em um ambiente acadêmico, que deveria ser estimulante e culturalmente rico, mas que, na verdade, no Brasil da escola pública em geral não é. Pelo contrário, provavelmente o estudante estaria bem melhor acomodado e até assistido se estudasse em casa.

Uma segunda objeção é a massificação sem qualidade que se observou na expansão do ensino superior a distancia no Brasil, com a prática de preços que certamente não sustentam uma programação moderna e de qualidade dos conteúdos apresentados.

Com algumas exceções, vemos um ensino a distancia muito longe ainda de incorporar o melhor da pedagogia potencialmente tão rica que poderia ser disseminada pelas novas tecnologias. O que mais existe são aulas presenciais substituídas por apostilas e vídeos sem interação de fato com professores, quando muito um fórum de discussão que nem sempre conta com um mediador qualificado. Entretanto, esse não é o ensino a distancia que queremos, mas que infelizmente tem vicejado no Brasil no ensino superior acobertado pelo simples desejo do aluno obter um diploma.

Além disso, a própria avaliação de rendimento, feita autonomamente por cada instituição responsável pelo curso, dos próprios estudantes para emissão de diploma, tem sido feita usando os referenciais de qualidade de cada instituição, o que arrepia os educadores mais exigentes, mesmo que estes saibam que no ensino presencial o mesmo pode e vem acontecendo.

Por outro lado, um argumento que não pode ser descartado a favor da atual proposta de inclusão da EAD e o fato de que a reforma do ensino médio com seu núcleo comum e cinco áreas de aprofundamento, certamente, como já comentei em outro artigo recente, não poderá ser concretizada em um grande número de colégios, em cidades carentes principalmente, por falta de recursos e de profissionais especializados.

A nova lei do ensino médio abriu as portas à necessidade da introdução de outras formas de educação que não o tradicional ensino presencial, com professor e aluno em sala de aula sincronamente. Há, claramente, esse impasse na proposição do Ministério da Educação.

Acredito que a única solução para implantar a nova lei do ensino médio – com todas as suas exigências, e ao mesmo tempo garantir um mínimo de qualidade nos resultados acadêmicos alcançados, incluindo a EAD como forma legítima de ensino -seria a introdução, que o instituto Lobo vem defendendo há muito tempo, de um exame nacional de conclusão do ensino médio, cujo diploma só seria validado aos estudantes nele aprovados.

É claro que o estudante reprovado poderia repetir o exame, mas não receberia seu diploma até ter demonstrado o mínimo de competências esperado de uma pessoa formada no ensino médio.

Mais fácil ainda seria usar o ENEM como exame nacional de suficiência, fugindo-se do comodismo de jamais usar as avaliações com efeito certificatório, pelo risco de desagradar os estudantes

O ensino médio é fundamental na educação de um povo, por ser ele, em seu caráter amplo e interdisciplinar, que assegura a cultura geral mínima dos cidadãos. Ele é a chave do desenvolvimento de uma nação.

Tudo indica que as soluções precisam andar juntas para se encontrar uma saída para aos impasses a que estamos sendo conduzidos no momento.

No entanto, será preciso coragem para adotar a solução do exame nacional de ensino médio como ele ocorre na França e em outros países, porque a proposta gerará resistência dos estudantes, professores e, principalmente, das instituições que tem se beneficiado com a falta de uma fiscalização eficiente sobre seus resultados e pela consequente impunidade pela baixa qualidade do ensino oferecido a preço de banana. Mas a sociedade sairia beneficiada.

Infelizmente, a sociedade brasileira não tem demonstrado que tem um rosto próprio, somente os movimentos mais corporativistas têm visibilidade no país e cobertura da imprensa.

 

Copio abaixo, artigo da professora Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo sobre a proposta do exame de conclusão do ensino medio, publicado no site do Instituto Lobo em 2009.

 

 

SUGESTÃO DE MUDANÇA PARA UM TIME QUE ESTÁ PERDENDO

 

            Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo                                                 2009

 

 

“Todos os dados indicam que a educação brasileira é um time que está perdendo – em todos os níveis.

A proposta do PAC da Educação, apresentada pelo Ministro da Educação ao Governo Federal é uma boa notícia uma vez que tenta estimular o bom desempenho e apresentar, com transparência, resultados de avaliações de conteúdo.

Já é de conhecimento público que a situação do sistema educacional brasileiro é desoladora. O diagnóstico que inclui nossa educação entre as piores do mundo se expressa, numa ponta, nos resultados medidos pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e também nos resultados sofríveis que nossas escolas obtêm do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, e na outra, no fato de que apenas a Universidade de São Paulo se inclui entre as 150 melhores do mundo. Há pouco a ser preservado no ensino do país.

É preciso que os educadores brasileiros parem de gastar suas energias reclamando dos salários (que são pequenos, mesmo, como o da maioria dos trabalhadores brasileiros), diminuam a ênfase no que eles denominam da formação de consciências cidadãs e passem a formar estudantes com o necessário domínio dos conteúdos mínimos para comporem uma sociedade mais justa e, também, mais competitiva. Como fazer?

A recuperação da educação brasileira pode ser feita a partir de duas abordagens.

A abordagem habitual sempre leva a soluções que demandam três “recursos”, dos quais pelo menos dois são extremamente escassos no Brasil: tempo, dinheiro e participação democrática de todas as partes envolvidas.  Por esta razão, ela se mostra política e financeiramente inviável e inexequível no espaço de tempo necessário para que o país não tenha, a cada mudança em seu sistema educacional, mais do mesmo. No caso, o mesmo são os resultados medíocres para todos os atores envolvidos.

A segunda maneira de abordar a questão é por meio de ações concretas: sistemas de avaliação e de incentivo. A avaliação é o único mecanismo que permite ao Estado monitorar um setor prioritário para o desenvolvimento do país. Sem ele, o sistema de incentivos no setor privado é entregue ao mercado, enquanto, no caso do setor público, a ausência de controle leva à absoluta falta de compromisso com os resultados.

Na última década, o governo federal tem avançado nessa área, implantando provas de avaliação para os estudantes egressos do ensino médio e superior. Este primeiro passo é fundamental, mas avaliação precisa ter consequência e não pode ser visto como um fim; ao contrário, ela é sempre o meio para se aprimorar processos e sistemas ineficientes. E aqui entram os incentivos.

Quem perde com uma eventual queda de qualidade na educação brasileira? Todos nós, mas a perda não nos faz ir até a escola do nosso bairro cobrar desempenho, uma vez que nosso esforço terá um efeito marginal e quase despresível no nosso bem-estar. 

Quanto aos professores, se a remuneração e as condições de trabalho não dependem do desempenho dos seus alunos, eles serão tão pouco afetados com a queda de qualidade quanto qualquer um de nós.

Os alunos são aqueles que sofrerão mais diretamente as consequências de uma educação de baixa qualidade.

Acomodar-se a essa situação é condenar definitivamente àqueles que estudam nas escolas públicas de primeiro e segundo graus a buscarem empregos de segunda classe, sem possibilidades de competir com os demais pelas vagas das universidades públicas de qualidade. 

De alguma maneira, alunos e professores têm que ser corresponsáveis pelo sucesso de todo o sistema educacional. E não há outra maneira de se quebrar o ciclo da mediocridade a não ser por mecanismos que forcem a cobrança mútua dos dois maiores envolvidos e interessados na melhoria de qualidade da educação. 

Diante disso, sugerimos que se vá um passo além das iniciativas propostas atualmente pelo MEC: a implantação de um exame nacional obrigatório de suficiência para que o aluno tenha direito a algum diploma. Começaria pelo ensino fundamental e se estenderia ao ensino médio. Com isso, em poucos anos, nenhum diploma no Brasil seria expedido sem a garantia de que o estudante domina, razoavelmente, os conteúdos mínimos pelos quais aquele grau de ensino é responsável.

Nem precisamos listar aqui os argumentos contrários a uma proposta como esta. Todos conhecemos os velhos chavões. Eles poderão facilmente ser utilizados para tentar, mais uma vez, fazer com que nada mude.

Mas o que aqui se propõe – um exame de suficiência e a volta aos bancos escolares dos alunos que não obtiverem o resultado mínimo – fundamenta-se na crença de que nada mudará no Brasil enquanto avaliações educacionais que mostram o fracasso das nossas escolas não tiverem consequências concretas: os governos estaduais e municipais transferem as culpas e responsabilidades uns aos outros e o governo federal tem pouco poder sobre esses sistemas de ensino.

Num tal contexto, só uma prova de caráter nacional com a divulgação (sim senhor!) dos resultados por escola, por município, por estado, dará direito ao aluno de ter seu diploma validado, podendo o aluno reprovado fazer o exame quantas vezes fosse preciso. Não mais teríamos diplomados analfabetos funcionais, escolas e professores faz de conta que não sabem ensinar e não se sentem crresponsáveis pelo fracasso dos alunos, e os políticos teriam que passar a prestar contas, de fato, a alguém.

Uma tal medida fará com que pais e alunos – enfim a sempre preterida sociedade civil “não organizada” – com medo de que seus filhos passem anos na escola e depois não consigam ter o diploma, talvez se engajem numa campanha pela efetiva qualificação do ensino brasileiro. Vão pressionar governos e escolas privadas – aí sim – a investirem mais nos professores, nos processos, na infraestrutura etc. Ao se cobrarem resultados, os responsáveis passam a procurar soluções efetivas.

            Esta proposta não busca culpados, nem abnegados. Também não tem a ilusão de ser remédio para todos os males, mas pode ajudar a reverter o quadro da educação brasileira sobre o qual o único consenso de que se dispõe é negativo: pior do que está, não pode ficar!”

https://educacao.estadao.com.br/blogs/roberto-lobo/liberacao-da-ead-no-ensino-medio/

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Saiba como funciona o ensino médio EAD

Descubra como funciona o Ensino Médio a distância, as vantagens do modelo e quem pode cursar essa modalidade!

O Ensino Médio é a etapa de conclusão do Ensino Básico. Ele é um elo entre o Ensino Fundamental e a educação superior. Esse curso na modalidade presencial tem a duração de três anos, com o mínimo de 800 horas e 200 dias letivos.Alunos que não tiveram a oportunidade de concluir essa etapa de ensino na modalidade presencial podem optar por fazer o Ensino Médio na modalidade da Educação a Distância (EAD).

Há instituições que oferecem esse tipo de ensino simultaneamente com o ensino profissional. Porém, existem regras, inseridas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), fixadas pelos Conselhos de Educação, para que as escolas possam oferecer o Ensino Médio à distância.Todas as instituições de ensino superior do país exigem que seus alunos tenham concluído o Ensino Médio para que possam ingressar em um curso superior das mesmas.

Com isso, o aluno deve verificar se a escola onde pretende fazer o Ensino Médio EAD é reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação, que verifica estrutura curricular, material didático, qualidade dos professores e instalações físicas.

Vantagens de cursar o Ensino Médio à distância

Todos os alunos com idade acima de 14 anos podem fazer o Ensino Médio à distância. Porém, cada instituição define a idade mínima de matrícula do mesmo;

O tempo de conclusão do curso varia de acordo com o ritmo de estudo do aluno e de sua disponibilidade;

O aluno pode escolher onde, quando e como pretende estudar, e tem o controle total sobre sua programação de aulas e pode encaixá-las de acordo com sua disponibilidade;

O Ensino Médio a distância tem a mesma qualidade de um ensino médio presencial, pois os professores dessa área são extremamente focados no preparo de um material didático que ajude o estudante a absorver o conteúdo com maior facilidade;

Após concluir o Ensino Médio o aluno obtém mais oportunidades no mercado de trabalho e pode dar início a cursos superiores em faculdades e universidades;

Instituições que oferecem o Ensino Médio EAD Existem diversas opções de instituições para alunos que desejam cursar o Ensino Médio à distância. As que mais se destacam, são:

Educação de Jovens e Adultos (EJA)

O projeto leva o Ensino Médio na modalidade à distância, a todos que não podem cursá-lo na forma presencial. É destino aos moradores do Rio de Janeiro, e oferecido a um custo reduzido, uma oportunidade ao estudante de concluir os estudos e se qualificar para o mercado de trabalho.

O curso oferece a possibilidade de cursar as três séries do Ensino Médio ou somente a 3ª série. A instituição oferece uma apostila eletrônica para cada disciplina ministrada, vídeos explicativos sobre os conteúdos oferecidos e exercícios de fixação da matéria. Todo o estudo é acompanhado pelo tutor. Além disso, durante todo o curso, o estudante tem acesso ao ambiente virtual de aprendizagem, um espaço onde o aluno pode interagir com os colegas de equipe, e o atendimento é feito pelo ambiente virtual. Neste ambiente estão disponíveis ferramentas como chat, notícias, notas, materiais de apoio, que auxiliam o aprendizado nas disciplinas.

Instituto Monitor

A instituição oferece o material didático para que o aluno estude em casa, de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo mesmo. Assim, ele poderá estudar com autonomia, de acordo com seu ritmo. Além disso, o instituto disponibiliza professores qualificados para esclarecer as dúvidas dos alunos e auxiliar no seu aprendizado.A duração mínima do curso é de 6 meses por série do Ensino Médio. O curso possui 7 disciplinas, organizadas pelas áreas de conhecimento. O aluno realiza uma prova para cada área estudada, realizando, ao total, 12 provas, que são baseadas no conteúdo estudado pelo aluno. A instituição disponibiliza ainda exercícios de fixação e simulados para a melhor preparação do aluno.

https://www.ead.com.br/cursos-online/escola-online/ensino-medio-a-distancia.html

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Famílias brasileiras apostam em esporte desde cedo para emplacar filhos em universidades dos EUA

A disposição para a rotina puxada vem do sonho de um dia participar de uma Olimpíada e de que o esporte lhe proporcione a oportunidade de estudar em uma universidade americana.

“Meus pais falam muito comigo. Dizem que, se eu me esforçar muito, vou conseguir uma bolsa de estudos lá nos Estados Unidos. É um sonho deles e meu”, diz a atleta mirim, que trocou o jiu-jitsu pela natação porque o primeiro não lhe garantiria chances de estudar fora por ainda não ser uma modalidade olímpica e disputada na liga universitária americana.

Assim como Rani, muitas crianças estão se dedicando ao esporte desde cedo com o objetivo de cursar o ensino superior fora do Brasil.

Escolinhas de futebol, tênis ou natação que antes recebiam apenas meninos e meninas interessados em aprender os fundamentos da modalidade e se divertir, agora são procuradas por famílias que planejam investir no esporte como uma forma de seus filhos estudarem no exterior no futuro.

Esses pequenos atletas querem, acima de tudo, ter a chance de continuar praticando esporte, mas sem descuidar da educação.

“Eu queria estudar numa universidade boa, mas também queria continuar nadando. O único lugar para fazer isso era nos Estados Unidos. Infelizmente aqui no Brasil não tem como: ou você nada ou você estuda. É impossível fazer os dois bem feitos ao mesmo tempo”, diz a paulista Sofia Sigrist, nadadora do Pinheiros, de São Paulo, que neste ano ingressa na Universidade de Nova York.

Portfólio atlético

Humberto Badolato, empresário e professor da escolinha de futebol da academia Bodytech, no Rio de Janeiro, conta que muitos pais o procuram para saber qual o melhor caminho para estudar lá fora por meio do futebol.

“Alguns me pedem treino personalizado com o objetivo de já ir aperfeiçoando a técnica das crianças. Eles sabem que meu próprio filho está se preparando para entrar em uma universidade americana. Só que ele quer a Ivy League (grupo formado por oito das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos e que não concede bolsas para atletas)”, conta.

Para Rita Moriconi, coordenadora do Education USA no Cone Sul, os pais estão certos em despertar esse interesse na infância.

“O esporte sempre ajuda no processo de admissão. Tanto para o aluno atleta, que vai aplicar para uma bolsa atlética, como também para aquele aluno que não compete, mas que se sentiria bem indo para uma universidade em que ele tenha possibilidade de jogar ou nadar, por exemplo”, afirma a educadora.

Filiado ao Departamento de Estado dos EUA, o Education USA tem 35 escritórios no Brasil e auxilia gratuitamente os candidatos na escolha entre as 4,7 mil universidades americanas, além de prestar assistência no processo de seleção (que inclui a apresentação de uma espécie de dossiê com documentação, histórico escolar, notas de exames SAT/TOEFL e redações).

Uma das dicas de Moriconi é começar a fazer um portfólio atlético desde o início com fotos e vídeos. “Eles também devem procurar o Education USA quando chegar ao nono ano do ensino fundamental, uns três ou quatro anos antes de fazer o application (se inscrever)”, recomenda.

Também é preciso ficar atento às notas da escola desde o ensino fundamental. “Se você tiver um histórico escolar ruim, vai pesar muito na decisão de admissão. Eles querem ver uma consistência nas notas e, de preferência, em todas as matérias”, ressalta Mateus Rabello Benarrós, da empresa de assessoria Apply, com sede em Manaus.

Na última década, o número de brasileiros inscritos em universidades dos Estados Unidos aumentou 79,3%, segundo dados do Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês). O Brasil escalou seis posições e ocupa o décimo lugar no ranking dos países com o maior número de alunos estrangeiros cursando ensino superior no país.

Em 2017, eram 6.310 alunos brasileiros de graduação concentrados nos Estados da Califórnia, Florida, Nova York, Massachusetts e Texas. Desse total, 584, ou 8,35%, tinham bolsa-atleta nas Divisões 1 e 2 da National Collegiate Athletic Association (NCAA, na sigla em inglês), a associação da liga universitária americana. Anualmente, são concedidos US$ 3 bilhões em bolsas-atléticas. As bolsas por mérito acadêmico somam US$ 11 bilhões.

A ajuda geralmente inclui a mensalidade da faculdade, moradia, alimentação, material e seguro saúde. O valor a ser recebido varia e depende da performance do atleta, do quanto necessitam sua posição na equipe e da modalidade.

Modalidades

Entre os brasileiros, as modalidades com maior número de atletas com bolsas são futebol, natação e tênis.

Os pais de Raquel, de 9 anos, e Luiza, de 7, investem no tênis, um esporte já praticado pelo casal. Desde os cinco anos de idade as meninas fazem aulas particulares e, atualmente, frequentam uma academia especializada três vezes por semana para aperfeiçoar a técnica nas quadras. O custo mensal da aula é de R$ 550 por criança.

“Os planos são de que elas ingressem numa universidade dos Estados Unidos com bolsa de estudos para quem tem bom desempenho no esporte. Os custos de uma universidade americana são altos e nós temos duas filhas, o que faz com que o valor dobre anualmente. Eles oferecem bolsas com descontos gradativos, conforme o desempenho”, conta a carioca Débora Ferreira Baptista, mãe das meninas.

No Rio Grande do Sul, Vicente, de 11 anos, e Pedro, de 12, competem pelo Clube Leopoldina Juvenil e colecionam medalhas em torneios estaduais.

“Durante umas férias, fomos assistir ao Rio Open e lá os meninos realmente se apaixonaram pelo esporte. Pediram para treinar mais e para competir”, conta a mãe Rosane Menezes Freda. “Nós não temos planos concretos para eles. Mas, após participar do meio competitivo, ficamos mais atentos a esta possibilidade de estudar fora. Eles falam que querem”, diz.

No futebol, ocorre de muitas crianças e adolescentes terem o talento para entrar em uma instituição de ensino nos Estados Unidos, mas barram na dificuldade financeira. As famílias não conseguem arcar com todos os custos preparatórios, como curso de inglês e assessoria para o processo seletivo – muito menos apresentar um saldo bancário na hora do visto para provar que podem sustentar o filho ou a filha no país, necessário mesmo que eles tenham bolsa de estudo.

“Eles não conseguem pagar nem a passagem. Normalmente, são os melhores jogadores. Uma vez por ano convido uns treinadores de universidades dos Estados Unidos para fazer um camping e convido uns atletas de baixa renda. Os treinadores se apaixonam tecnicamente por eles, oferecem bolsa integral mas e a passagem, o visto de estudante e o extrato bancário?”, questiona Amaury Nunes, ex-jogador profissional que, em 2008, montou a A10, empresa de intercâmbio esportivo.

“Se tivéssemos uma empresa financiando isso, patrocinando um atleta, certamente conseguiríamos mandar alunos de um perfil mais humilde”, diz Nunes, que atualmente procura uma parceria pública ou privada para levar pelo menos dez alunos de baixa renda entre os 100 que manda anualmente para o exterior.

São, portanto, famílias de classe média e classe média alta que procuram a A10 para encaminhar os filhos para fora do país. Os treinos e o curso de inglês saem por R$ 500 mensais. A assessoria para o processo de seleção e o encaixe em uma universidade custam R$ 10 mil, com a garantia de conseguir uma vaga para o aluno.

Nunes se formou nos Estados Unidos com bolsa-atleta e atuou profissionalmente no país. Enquanto jogava na liga universitária, os técnicos seguidamente lhe pediam indicações de atletas e assim começou a buscar candidatos no Brasil.

“Existe muita demanda em ambos os lados. Aqui fazemos seletivas nas dez unidades que temos no Brasil”, diz ele. “Começamos a crescer muito principalmente quando veio a crise no Brasil. Os pais queriam dar uma oportunidade para os filhos de estudar. Aqui as universidades estavam em greve o tempo inteiro e as particulares eram muito caras. Hoje em dia, o aluno com bolsa nos Estados Unidos paga o mesmo que aqui ou até menos e ainda joga e estuda.”

Desempenho

A performance é outro fator importante para conseguir uma bolsa-atleta. Isso não significa, no entanto, que apenas aqueles com índices olímpicos podem ser contemplados.

É o que diz a nadadora carioca Beatriz Olivieri, de 18 anos, que ingressa neste ano no Rollins College, na Florida, com todos os custos cobertos por duas bolsas, uma atlética e outra acadêmica.

“Às vezes a gente tem a ideia de que é uma coisa muito difícil. Que para conseguir você precisa um índice muito forte, tem que ser um recordista brasileiro, mas na verdade não. Lá existem várias faculdades e eles procuram perfis diferentes. Você vai achar uma universidade que seja compatível como seu perfil”, diz a nadadora da equipe do Flamengo, federada desde os dez anos de idade.

Alguns atletas que se destacam, no entanto, atraem o interesse dos técnicos americanos. Há casos em que a universidade chega até o aluno.

Foi o que aconteceu com Diego Uchôa, ex-nadador da seleção brasileira e atual treinador da equipe categoria Petiz do Flamengo.

“Em 2010, eu estava me formando na Unisanta (na cidade paulista de Santos) e uma universidade dos Estados Unidos me ofereceu uma bolsa integral. O treinador precisava de um nadador de peito, que era a minha especialidade. Mas, naquele momento, meus planos eram outros e fui treinar no Minas”, diz Uchôa.

Victoria Chamorro, praticante de esporte desde os seis anos de idade, atraiu a atenção de um olheiro enquanto participava de um campeonato nos Estados Unidos pela seleção brasileira de polo aquático, na qual entrou com apenas 16 anos na posição de goleira.

Em 2014, recebeu o telefonema do técnico da Universidade do Sul da Califórnia, de Los Angeles. Ele precisava de uma goleira na equipe. Ela aceitou o convite e, em 2018, se forma em economia – ao mesmo tempo em que foi campeã nacional da liga universitária americana e participou das Olimpíadas do Rio.

“O esporte foi o que basicamente me trouxe aqui, me deu um diploma universitário numa das melhores universidades do mundo em termos acadêmicos”, diz a atleta.

“Pretendo ficar mais um ano nos Estados Unidos trabalhando, com o visto de OPT (que permite estudantes internacionais a ganhar experiência de trabalho) ou ir jogar profissionalmente na Europa ou Austrália até os Jogos Olímpicos de Tóquio. Em 2020 estarei completando 24 anos, então ainda estou bem jovem, o que me dá mais tempo como atleta. Tenho um tempo para decidir, e, graças a Deus, tenho opções proporcionadas pelo meu diploma.”

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44383611

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Currículo internacional. ​Escolas ensinam matemática, física, química e biologia em inglês.

Eles ensinam matemática, física, química e biologia em inglês, adotam currículos internacionais e prometem formar líderes globais que irão cursar as melhores universidades do mundo.

Enquanto a crise econômica brasileira levou escolas particulares, das simples às mais tradicionais, a ter de dar desconto nas mensalidades e enfrentar a inadimplência e até a perda de alunos para instituições mais baratas ou públicas, emergiu no país o mercado dos colégios de elite, com mensalidades de até R$ 10 mil.

Esse setor terá o mais badalado dos lançamentos em agosto, quando começam as aulas na Avenues São Paulo.

Fundada em 2012 em Nova York, a escola, que, entre seus vários apostos, é a que tem a filha de Tom Cruise como aluna, abrigará no seu campus paulistano em Cidade Jardim (zona oeste)
um prédio de 40 mil m² com vaga para 2.100 estudantes, no qual foram linvestidos cerca de US$ 50 milhões (R$ 170 milhões).

O calendário será o americano, por isso a abertura em agosto, quando começa o ano letivo no hemisfério norte. Os alunos que migrarem para lá de escolas brasileiras irão recuar um semestre.

Em 2018, haverá turmas desde o “nursery”, ou berçário, até o “10th grade”, o primeiro ano do ensino médio.

Chamados de Os Primeiros, os 31 alunos matriculados nesse estágio cursam um semestre preparatório no prédio da Civi-Co, “coworking” de empreendedores sociais, em Pinheiros (zona oeste).

Já estão em contato com o que a escola vende como um de seus pilares: projetos que levem os alunos a pensar em soluções para as grandes questões mundiais. Neste início, trabalham com um aplicativo que conecta catadores a quem tem algo a ser recolhido. No fim do semestre, passarão um mês na Avenues de Nova York.

Cerca de 4.000 pessoas visitaram o luxuoso escritório de 1.000 m² da escola, no Itaim (zona sul), e 700 alunos estão com reserva de vaga. A mensalidade ainda não foi divulgada, mas deve ficar entre R$ 9.500 e R$ 10 mil.

Nem todos os que podem pagar são aceitos. A depender da idade, passam por testes de matemática, inglês, português e redação, além de entrevistas para avaliar sua personalidade e habilidade de comunicação. Já houve reprovados.

Cofundador da Avenues, Alan Greenberg conta que começou a viajar para São Paulo há seis anos, a fim de se certificar de que a cidade deveria sediar o segundo campus da escola. Percebeu que era grande a demanda —os mais caros colégios bilíngues da capital, com mensalidades que ultrapassam R$ 7.000, têm filas de espera.

A Avenues se coloca como “a única escola realmente internacional do Brasil”. Isso porque planeja ter em torno de 20 campi em diferentes países. O próximo deverá ser em Xangai, na China, depois virão Miami, Londres e outros a serem definidos na Europa, Ásia e América.

“Não teremos várias escolas. Mas uma só escola com muitos campi. Em um dos eventos em São Paulo, colocamos estudantes brasileiros em contato com os de Nova York através de um telão. Eles estudarão na mesma escola, vão crescer juntos, mesmo morando em países diferentes. Qual outra escola pode fazer isso?”

Greenberg não divulga números, mas diz que, apesar de haver alunos estrangeiros dentre os que reservaram vagas, a grande maioria é de brasileiros. O corpo docente é 60% formado por brasileiros e 40%, por estrangeiros, entre profissionais de China, Cingapura, Itália, Inglaterra e da Avenues Nova York.

Dos nacionais, há ex-professores da britânica St. Paul’s e das norte-americanas Chapel e Graded, todas de São Paulo. Mas Greenberg reforça as aquisições dos colégios tradicionais brasileiros, como Porto Seguro, Bandeirantes e Santa Cruz, de onde vem, após 40 anos de empresa, a diretora pedagógica Cristine Conforti.

Símbolo da recente dança das cadeiras na educação da elite, que envolve “headhunters” e salários acima da média, ela será diretora do programa brasileiro da Avenues. Essa contratação, diz Greenberg, demonstra que a língua portuguesa não é secundária.

E, dentre tantas promessas, há uma curiosa: os alunos da Avenues, segundo Greenberg, não vão viver em “uma bolha”. A diversidade seria alcançada com a inclusão de bolsistas de baixa renda e a inserção dos alunos em projetos sociais fora da escola.

CONCEPT

Nada parece mesmo modesto nesse novo mercado. A Concept, R$ 6.000 de mensalidade, publicou no dia de sua inauguração, em fevereiro, o seguinte anúncio: “Nasce hoje a mais inovadora das escolas. Antecipando o que todas as escolas irão se tornar”.

Novo negócio do grupo SEB (Sistema Educacional Brasileiro), que possui escolas em oito estados com cerca de 45 mil alunos, a Concept já estava presente em Salvador e em Ribeirão Preto.

A unidade paulistana agora inaugurada, com 900 vagas, fica em um prédio tombado na avenida Nove de Julho, no Jardim Paulista (zona oeste), no antigo colégio Sacré-Couer, reformado a um custo de R$ 75 milhões. As próximas seriam no Rio, em 2019, e no Vale do Silício, em 2020.

O site da escola afirma que, além de ter sido criada “para quebrar os paradigmas da educação no Brasil”, tem currículo “trilíngue”, considerando, além do inglês e do português, “a fluência digital” como uma terceira língua.

A tecnologia começa cedo, quando os bebês podem estar na brinquedoteca e ter um conteúdo projetado em uma parede, no teto ou no chão. “A partir de um ano ensinamos a lógica da programação”, diz Larissa Fonseca, coordenadora familiar da escola.

O calendário será o brasileiro, mas o currículo segue a  instituição britânica Fieldwork Education. A escola usa conceitos estrangeiros da moda, como o “mindfulness” (meditação para concentração), “habits of mind” (treino para o cérebro, com lições como persistir, controlar impulsos, usar conhecimento do passado para novas situações etc.) e “visible thinking routines” (técnica para aprimorar o pensamento).

O discurso da reinvenção da educação não é unanimidade dentre as novas escolas para a elite. “Os pais não querem que seus filhos sejam cobaias. Educação é tradição. Vamos avançar, mas sem ignorar o que foi feito antes”, afirma Michel Lam, proprietário da Red House –Escola Internacional de São Paulo.

Aberta em 2010 para a educação infantil pelos fundadores da rede Red Ballon, terá nova sede para o ensino fundamental em 25 de maio, em um prédio tombado em Santa Cecília (centro), com investimento de R$ 50 milhões. Das atuais 140 vagas, passará para 650, com mensalidade entre R$ 4.000 e R$ 5.000.

Também com calendário brasileiro (“Não faz sentido ser diferente, alunos estrangeiros hoje são a minoria”, diz Lam), a Red House adotará currículo suíço, presente também em escolas americanas.

“Mas a cultura a ser valorizada é a nacional. A festa junina será mais importante que o Halloween.” Lam, no entanto, afirma que o grande investimento do colégio é a qualidade do inglês e que a família deve saber o que busca. “Você obviamente não encontrará a melhor formação em literatura brasileira em uma escola internacional. É questão de perfil.”

TENDÊNCIA

Presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Ademar Batista Pereira afirma que os investimentos em colégios de elite são uma tendência no setor de educação.

De acordo com ele, há dois anos o mercado passou a considerar essa fatia do setor uma área estratégica. Isso ocorreu, afirma Pereira, “na esteira da internacionalização do ensino superior”.

“Empresários brasileiros venderam universidades para fundos de investimento, se capitalizaram e começaram a investir na educação básica”, afirma.

“E a iniciativa privada responde ao anseio do mercado, uma educação que forme pessoas capazes de trabalhar em vários países”, complementa o presidente da federação de escolas particulares.

Se os investimentos em colégios de elite vão bem, as escolas particulares —em geral— ainda não viram o fim da crise econômica que afeta o setor. São, no país, 42 mil instituições, responsáveis por 14% dos estudantes.

“Este ano deve ser o fundo do poço, no próximo esperamos começar a sair”, afirma Pereira.

Ele diz não estranhar que justamente o segmento de colégios de elite tenha crescido nesse momento: “A crise econômica é absolutamente concentradora de renda”, afirma.

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/04/com-mensalidades-de-ate-r-10-mil-mercado-de-colegios-de-elite-avanca.shtml

porAPTB

Nível é necessário para atingir determinados times nos EUA

Primeiramente, hoje podemos dizer que o mercado de bolsas para tênis é extremamente amplo e competitivo.

Dizemos amplo pois existem aproximadamente 1000 equipes de universidades que oferecem tênis, sendo que a estimativa é que entre 600-700 universidades ofereçam algum tipo de bolsa esportiva e ou acadêmica. A competição pelas bolsas é internacional e mais de 50% das bolsas atléticas têm ido para estrangeiros. As ligas são NCAA divisão 1, 2 e 3, além de NAIA e Junior College, masculino e feminino.

Está muito competitivo pois a maioria senão todos os treinadores das universidades mais fortes de divisão 2 e da divisão 1 estão sempre em busca dos melhores jogadores, possivelmente visando um custo x benefício (exemplo: casos em que o treinador está buscando jogador TOP com boa condição financeira que possa arcar com alguma parte dos custos).

Os times geralmente têm entre 8 e 12 jogadores e os treinadores podem dividir as bolsas dos times, oferecendo bolsas parciais. O total de bolsas para um time da divisão 1 é 4.5 (masculino) e 8 (feminino). Na divisão 2 geralmente tem 3-4 bolsas por time masculino e de 4 a 6 para feminino. O motivo de existirem mais bolsas para mulheres é o futebol americano, que é um esporte que oferece 50 a 100 bolsas por time apenas para homens.

A regra Title IX foi criada para garantir a igualdade na distribuição de bolsas homens x mulheres.
1 bolsa completa corresponde ao pagamento de tuition, room and board (faculdade, moradia e alimentação). Algumas bolsas completas também podem cobrir livros e seguro-saúde. Alguns atletas recebem Full Tuition (faculdade + taxas), e em alguns casos isso é visto como 100%. Mas na verdade no real 100% o estudante-atleta ganha a moradia e alimentação.

É muito difícil conseguir bolsa completa no primeiro ano no masculino. Para isso, é recomendável ranking ITF, ponto na ATP, além de boas notas. Também é necessário buscar times onde o atleta chegue para ser o número 1. Tem inclusive vários times onde o número 1 não tem 100% no masculino. Caso não seja um atleta de ponta que faça enorme diferença na equipe logo de inicio, não é viável 100%. No feminino as bolsas de 100% são mais comuns no 1º ano, mas mesmo assim são difíceis. Ranking ITF, média do ensino média alta, ótimos resultados, tudo isso conta.

A maioria das bolsas são parciais mas mesmo para conseguir uma bolsa parcial é necessário ter nível TOP 6 no time. Caso contrário, é mais aconselhável tentar vagas como walk-on (sem bolsa esportiva), talvez com bolsa acadêmica apenas.
Ter o know-how de quais times têm bolsas e o nível técnico deles permite ao estudante-atleta encontrar as opções de acordo com o seu orçamento. Quanto mais diferenciado no time, mais bolsa.

É bom lembrar que as bolsas são renovadas anualmente e podem aumentar ou diminuir de acordo com performance e conduta.
As bolsas esportivas geralmente cobrem de 20% a 100% dos custos. Muitas universidades (principalmente divisão 2 da NCAA, que têm menos bolsa esportiva que a divisão 1) recorrem às bolsas acadêmicas para conseguirem boas propostas para seus jogadores, mas para isso precisa de uma média (GPA) a partir de 3.0 (escala de 0 a 4.0) – geralmente seria um 7.5-8.0 de média geral aqui no Brasil. No caso de existir bolsa acadêmica (geralmente correspondem entre 5% a 30% de bolsa), pode ser agregada à bolsa esportiva que o treinador está oferecendo. A conclusão deste ponto é que as bolsas dependem de:
– nível técnico (rankings ITF, Universal Tennis, WTA e ATP se houver, video) quem não tem resultados nessas ligas dependerá exclusivamente de video e recomendação
– notas do ensino médio, nota do TOEFL e do SAT
– Orçamento do treinador e quanto ele quer oferecer
– Universidade que o estudante-atleta escolheu (pode conseguir, como exemplo, 30% em uma divisão 1, e 80% em uma divisão 2). Vejam o que geralmente precisa no tênis para os seguintes níveis de tênis (tanto no masculino quanto feminino):
NCAA DI TOP 20: Ser top 100 ITF Ranking ; UTR men 13-14-15  ; UTR women 10-11-12
NCAA D1 TOP 75 : TOP 400 ITF ; UTR men 13-14  ; UTR women 9-10-11
NCAA D1 fora do TOP 75: Top 10 no Brasil ranking juvenil; TOP 400 ITF; UTR men 12-13-14 ; UTR women 9-10
NCAA DII TOP 10: TOP 10 no Brasil Ranking Juvenil; TOP 400 ITF; UTR men 11-12-13-14; UTR women 8-9-10
NCAA DII TOP 10-25: TOP 50 ranking Brasileiro juvenil 18; muito foco em videos + resultados em campeonatos
NCAA DII abaixo top 25: Mais foco em videos + resultados em campeonatos

 

MC GRADUATION

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Classificação Acadêmica das Universidades Mundiais 2015

Sábado, 15 de Agosto,2015
Xangai, República Popular da China

A Classificação Académica das Universidades Mundiais 2015 (em inglês: Academic Ranking of World Universities, e em sigla: ARWU) é divulgada hoje pelo Centro de Universidades de Classe Mundial da Universidade de Jiao Tong de Xangai. A partir de 2003, ARWU vem apresentando anualmente as 500 melhores universidades com base em metodologia transparente e dados de terceiros. Tem sido reconhecida como um precursor de classificações globais das universidades e o mais fidedigno.

A Universidade de Harvard continua a ser número um no mundo para o 13º ano, e as outras universades de 10 melhores são: a Stanford, o MIT, a Berkeley, a Cambridge, a Princeton, o Caltech, a Columbia, a Chicago e a Oxford. Na Europa Continental, o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich) (20ª) na Suíça ocupa o primeiro lugar, e a Universidade de Copenhague (35ª) na Dinamarca ultrapassa a Universidade Pierre e Marie Curie (36ª) da França como a 2ª melhor universidade nesta região. A Universidade de Tóquio (21ª) e a Universidade de Quioto (26ª) mantêm suas posições de liderança na Ásia. A Universidade de Melbourne (44ª) encabeça outras universidades na Oceânia.

A Universidade de Warwick (92ª) no Reino Unido entra na lista das 100 melhores universidades pela primeira vez. No total há 11 universidades que se introduzem na lista das 500 melhores universidades em 2015, entre os quais a Universidade de Tecnologia da Queenslândia da Austrália e a Universidade de Tecnologia de Sharif do Irão fazem suas primeiras aparições.

O Centro de Universidades de Classe Mundial também lança a Classificação Académica das Universidades Mundiais 2015 por Grandes Áreas Temáticas (ARWU-FIELD) e a por Áreas Temáticas (ARWU-SUBJECT). As 200 melhores universidades em cinco grandes áreas temáticas e em cinco áreas temáticas selecionadas são enumeradas, onde as 5 melhores universidades são:

As listas completas e metodologias detalhadas podem ser encontradas no site da Classificação Académica das Universidades Mundiais em http://www.ShanghaiRanking.com/

Classificação Académica das Universidades Mundiais (ARWU): Desde 2003, a ARWU vem apresentando anualmente as 500 melhores universidades com base no conjunto de indicadores objectivos e dados de terceiros. A ARWU tem sido reconhecida como o precursor de classificação global das universidades e a tabela classificativa mais confiável. A ARWU adota seis indicadores objetivos para classificar as universidades mundiais, incluindo o número de ex-alunos vencedores do Prémio Nobel e da Medalha Field, e os membros do corpo docente que obtiveram tais prémios, o número de pesquisadores altamente citados selecionados, o número de artigos publicados em revistas da Natureza(Nature) e da Ciência(Science), o número de artigos indexados no Science Citation Index – Expanded e Social Sciences Citation Index, e o desempenho docente per capita da universidade. Mais de 1.200 universidades são realmente classificadas pela ARWU cada ano e as 500 melhores são publicadas.

Centro de Universidades de Classe Mundial da Universidade de Jiao Tong de Xangai: O CWCU (em inglês: Center for World-Class Universities at Shanghai Jiao Tong University, e em sigla: CWCU) dedica-se ao estudo teórico e político das Universidades de Classe Mundial com uma história de mais de 25 anos. Iniciou a “Conferência Internacional sobre Universidades de Classe Mundial” em 2005, e tem organizado este evento bienal desde então. O CWCU tenta criar bases de dados de grandes pesquisas das universidades do mundo e uma câmara de compensação da literatura sobre as universidades de classe mundial, oferecendo consultas para os governos e universidades.

Consultoria de Classificação de Xangai: Eis uma organização totalmente independente dedicada à pesquisa do ensino superior. É o editor oficial da Classificação Académica das Universidades Mundiais.

Site: http://www.ShanghaiRanking.com/

Contato: Dr.Ying CHENG em pr@shanghairanking.com

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Universal Tennis Rating

Ferramenta que os técnicos norte-americanos vêm utilizando para medir o nível esportivo dos atletas nacionais e internacionais, porém essa ferramenta começou a ficar muito popular desde o ano passado. O nomes da ferramenta é UTR (Universal Tennis Rating), ou ranking universal do tênis.

O que é o UTR?
– É um algoritmo que calcula quantos games e sets o atleta ganhou nas últimas 30 partidas (dos últimos 12 meses) e de acordo com a quantidade de sets e games que o atleta ganhou, o algoritmo irá classifica-lo(a) em um nível de 0 à 16.

Todos os atletas estão nesse UTR?
– O UTR é bem abrangente e computa resultados de mais de 2000 torneios ao redor do mundo. Ele possui milhares de atletas em seu banco de dados, desde profissionais renomados (Federer, Nadal e cia) até atletas que jogam amador. Para o atleta ter seu nível rankeado depende de quais torneios o(a) atleta joga.
Quais são os torneios que devo jogar para ter meu nome no UTR?
– Para os atletas serem classificados na ferramenta é recomendável que o atleta jogue os principais torneios do Brasil como os brasileiros, COSAT’s, ITF’s.
Meu nome não está no UTR, posso não conseguir bolsa nos EUA por causa disso?
– Na verdade não, os técnicos olham o conjunto todo do atleta, como ranking ITF (se disponível), as notas (para saber se o atleta possui os requerimentos mínimos para ser admitido pela universidade), o UTR, o vídeo com as melhores jogadas do atleta e os resultados mais recentes.
Ter o UTR já é um indicativo muito forte do nível técnico do(a) atleta, mas caso não tenha, o vídeo do atleta será o principal viabilizador da bolsa.

Como faço para aumentar meu nível no UTR?
– Jogar torneios e obter bons resultados contra jogadores melhores ranqueados que você. Por exemplo, se o atleta jogar contra um jogador de nível 12 no UTR e perder por um duplo 6-4 isso indica que o(a) atleta não está longe do nível 12, o UTR pode classifica-lo(a) no nível 11. Mas se o atleta jogar contra um atleta de nível 12 e perde por um duplo 6-1 ou 6-0, isso indica que o atleta pode ser classificado como um nível 9 ou menos.
Que nível que é bom ter no UTR?
– Os atletas que visam o profissional sem antes passar pelos colleges nos EUA, são os atletas de nível 15, pois segundo o site, um jogador de nível 15 tem condições de estar entre os Top100 – Top200 da ATP e viver do tênis. O João Souza (Feijão) é um exemplo de jogador UTR 15. O top junior Orlando Luz, variou recentemente o UTR (entre 15 e 14). Em muitos casos, atletas que estão abaixo do nível 14 UTR, recomenda-se que jogue tênis no college antes de prosseguir para o profissional (site da UTR).

Como acesso o UTR?
– É bem simples, vá até o site www.universaltennis.com procure pelo botão verde que está no meio da tela com a frase ” sign up it’s free “, faça seu registro e chegará um email de confirmação na sua caixa de entrada, confirme seu email e você já terá seu login e senha para acessar e explorar a ferramenta.

Qual a média de UTR dos times universitários nos EUA?
Pesquisei a média do UTR dos times masculino e feminino das universidades Top150 do acadêmico dos EUA e também das Top75 do tênis, de todas as divisões da NCAA Division I, II e III. A média você encontra abaixo:
Top acadêmico, segundo US NEWS
#1º Princeton University (NCAA Division I)
Men Tennis: 12,8
Women Tennis: 9,5
#2º Harvard University (NCAA Division I)
Men Tennis: 12,30
Women Tennis: 9,6
#3º Yale University (NCAA Division I)
Men Tennis: 12
Women Tennis: 9
#4º Columbia University (NCAA Division I)
Men Tennis: 13
Women Tennis: 10
#5º Stanford University (NCAA Division I)
Men Tennis: 13
Women Tennis: 9,8
#6º University of Chicago (NCAA Division III)
Men Tennis: 12
Women Tennis: 8
#7º MIT (NCAA Division III)
Men Tennis: 11
Women Tennis: 8
#8º Duke University (NCAA Division I)
Men Tennis: 12.5
Women Tennis: 10,5
#9º University of Pennsylvania (NCAA Division I)
Men Tennis: 12,8
Women Tennis: 9,5
#10º California Institute of Technology (Division III)
Men Tennis: 9
Women Tennis: 6,5
#11º Johns Hopkins University (NCAA Division III)
Men Tennis: 11,5
Women Tennis: 7,6
#20º University of California – Berkeley (NCAA Division I)
Men Tennis: 13
Women Tennis: 12
#40º University of California – Davis (NCAA Division I)
Men Tennis: 12,4
Women Tennis: 8
#51º University of Florida (NCAA Division I)
Men Tennis: 12,5
Women Tennis: 10,8
#103º University of Tennesse(NCAA Division I)
Men Tennis: 12,6
Women Tennis: 9
#149º Oklahoma State University
Men Tennis: 13,5
Women Tennis: 10,5

Agora vamos as top75 do tênis da division I:
#1º University of Oklahoma
Men Tennis: 13,5
#2º University of Southern California
Men Tennis: 13
#3º University of Georgia
Men Tennis: 13,5
#4º University of Virginia
Men Tennis: 13,7
#5º Baylor University
Men Tennis: 13,4
#6º University of Illinois
Men Tennis: 13,3
#7º Duke University
Men Tennis: 12,4
#8º North Carolina University
Men Tennis: 11,5
#9º Ohio State University
Men Tennis: 13,4
#10º University of Texas at Austin
Men Tennis: 13,5
#15º University of Mississippi
Men Tennis: 12,8
#20º University of Tennessee
Men Tennis: 12,4
#35º Clemson University
Men Tennis: 12,4
#50º Princeton University
Men Tennis: 12,6
#60º Michigan State University
Men Tennis: 12,3
#75º university of Arizona
Men Tennis: 12,3
Top75 Women Tennis Division I
#1º University of North Carolina
Women: 10,25
#2º University of Florida
Women: 11,25
#3º University of Georgia
Women: 11
#4º UCLA
Women: 10
#5º UC Berkeley
Women: 10,75
#6º Baylor University
Women: 10
#7º University of Virginia
Women: 10,6
#8º University of Alabama
Women: 10
#9º University of Miami
Women: 10,8
#10º Stanford University
Women: 9,6
#15º University of Michigan
Women: 10,25
#20º University of South Carolina
Women: 9,7
#35º University of Tulsa
Women: 10,25
#50º Virginia Tech
Women: 9,5
#60º Princeton University
Women: 9,7
#75º University of Kansas
Women: 9,6

Vamos colocar a média do UTR de times masculinos e femininos das universidades que estão fora das top75 da Divisão 1 do tênis:

College of Charleston
Men Tennis: 11,45
Women Tennis: 8,6
Grand Canyon University
Men Tennis: 11,6
Women Tennis: 7,75
UNC Asheville
Men Tennis: 11,2
Women Tennis: 8,4
Top50 Men Tennis Division II
#1º Barry University
Men Tennis: 12,5
#2º Armstrong Atlantic State
Men Tennis: 12,5
#3º University of West Florida
Men Tennis: 12
#4º Lynn University
Men Tennis: 12
#5º Hawaii Pacific University
Men Tennis: 12,75
#6º Concordia College (NY)
Men Tennis: 12,3
#7º Lander University
Men Tennis: 12,2
#8º Saint Leo University
Men Tennis: 12,75
#9º Rollins College
Men Tennis: 11
#10º Columbus State University
Men Tennis: 11,5
#15º University of California San Diego
Men Tennis: 11
#20º Brigham Young University Hawaii
Men Tennis: 11
#35º Washburn University
Men Tennis: 10,4
#50º Tusculum College
Men Tennis: 10,6
Top50 Women Tennis Division II
#1º Armstrong Atlantic State
Women: 10,4
#2º Brigham Young University Hawaii
Women: 9,5
#3º Barry University
Women: 9,6
#4º Hawaii Pacific University
Women: 9
#5º Abilene Christian University
Women: 8,6
#6º Columbus state University
Women: 8,6
#7º University of West Florida
Women: 8,8
#8º Saint Leo University
Women: 9,2
#9º Lynn University
Women: 9,5
#10º Rollins College
Women: 8,2
#15º California University of Pennsylvania
Women: 7,6
#20º University of California San Diego
Women: 7,8
#35º Palm Beach Atlantic (Florida)
Women: 7,4
#50º Chestnut Hill College
Women: 7,3
Universidades que estão fora das Top50 da divisão II
North Greenville University
Men: 9
Women: 5,5
Missouri Baptist University
Men: 8,5
Women: 7
Pesquisa realizada por Maurício Cabrini e Leonardo Guimarães da MC Graduation.

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Como funcionam as ligas esportivas americanas, quais são seus pré-requisitos e quais as diferenças entre elas?

As principais ligas universitárias americanas são NCAA, NAIA e NJCAA.

1 – LIGA NCAA (National Collegiate Athletic Association).
• Esta liga possui em torno de 1.000 universidade afiliadas e é subdividida em três divisões (Divisão I, Divisão II e Divisão III). O que muitos pensam de imediato, é que os melhores times e universidades estão na Divisão I, porém o que determina em qual divisão a universidade irá atuar não é nível técnico de seu time nem o nível acadêmico, e sim o número de esportes e bolsas que a universidade oferece aos seus atletas. Para fazer parte da Divisão I, a instituição deve oferecer bolsa aos seus atletas em pelo menos 14 esportes. Alguns exemplos de divisão 1 são as Ivy League, como Harvard, Yale, Dartmouth, entre outras. Para fazer parte da Divisão II, a universidade deve oferecer bolsa em pelo menos 10 esportes, exemplos são a Barry (Miami), Lynn (Boca Raton), West Florida (Pensacola), entre outras. Por fim a universidade de Divisão III, deve competir em pelo menos 10 esportes, mas não oferece bolsa aos seus atletas. Alguns exemplos de universidades divisão 3 são Emory University (Atlanta), MIT (Cambridge) e Carnegie Mellon (Pittsburgh), todas TOP schools do acadêmico nos EUA.

 

2 – LIGA NAIA (National Association of Intercollegiate Athletics)
• A NAIA possui em torno de 220 universidades filiadas e possui apenas uma divisão. A principal diferença entre NAIA e NCAA é o fato da instituição de ensino escolher em qual das duas ligas irá se filiar. Entretanto a maioria das universidades TOP do acadêmico e esportivo estão na NCAA, por isso recebe mais apoio da mídia.

Outro ponto importante de ressaltar é que times da NCAA e NAIA podem competir uns contra os outros durante a temporada regular.

IMPORTANTE : Vamos falar sobre os pré-requisitos de admissão dessas duas ligas.

  • O estudante-atleta deve prestar as provas SAT e TOEFL. No SAT (prova de inglês e matemática) deve tirar no mínimo 820 (total 1600) para jogar a NCAA e 860 para jogar a NAIA.
  • No TOEFL(prova de inglês), o ideal é tirar 80 pontos (total 120), mas se caso o estudante tirar 61 pontos pra mais, já é possível encontrar opções para ingressar em uma dessas duas ligas (contato que tenha o SAT). Portanto é fundamental que o estudante se prepare bem para essas provas, pois dessa forma terá mais propostas de bolsa.

Mas MC Graduation, e se eu tenho inglês básico?

Saiba que você também tem opções de estudar e jogar nos Estados Unidos e a liga que irá se encaixar melhor no seu perfil será a NJCAA (National Junior College Athletics Association).

  • Antes de falar sobre essa liga, vamos entender melhor como funciona o sistema de ensino norte-americano, de modo geral o curso de graduação tem duração de quatro anos, sendo os dois primeiros anos básicos e os últimos dois anos de especialização.

Entendido isso, vamos as Junior Colleges, elas oferecem apenas os dois primeiros anos (básicos/general studies/pre-requisites), e a grande maioria delas não fornecem bolsas, mas em muitos casos acabam compensando, pois por oferecerem apenas o ensino básico, seu custo costuma ser mais acessível do que entrar direto em uma universidade filiada a NAIA ou a NCAA. A grande vantagem das Junior Colleges é que não requerem SAT e o TOEFL mais pedido é enre 45-61 pontos (total de 120).

Como as Junior Colleges não podem se filiar as outras duas ligas, foi criada a NJCAA, que é uma liga muito competitiva que somente as Junior Colleges podem se filiar.

Existe a liga particular das Junior Colleges da California, com aproximadamente 100 universidades com modalidades esportivas, e também a liga nacional, com mais de 300 universidades.

Após os dois anos de Junior College, o estudante precisa completar os dois anos da especialização em uma universidade da NAIA ou NCAA, o que vai levá-lo a sua graduação.

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Eligibility

Olá atletas, pais e treinadores, tudo bem? O tópico de hoje é muito importante, falaremos sobre a Eligibility dos atletas e como obtê-la. Todos estudantes-atletas devem entender sobre o eligibility já no inicio do ensino médio para planejarem de acordo e não serem prejudicados futuramente.

Estas Informações são muito importantes para os tenistas que têm dúvidas sobre quando ir jogar tênis universitário nos EUA e até quando podem ingressar em uma universidade americana.

Primeiramente vamos entender o que significa eligibility, quando dizemos que um atleta está eligible, quer dizer que o atleta está QUALIFICADO para jogar a NAIA ou NCAA (ligas esportivas universitárias americanas).

As ligas usam critérios diferentes para qualificar seus atletas: Na NAIA, o atleta deve ter DOIS dos TRÊS itens abaixo:

– Atingir no mínimo 860 no SAT ou 18 no ACT.

– Ter GPA de no mínimo 2.0 no ensino médio (total de 4.0 pontos).

– Ter se formado entre os 50% melhores da sua sala no ensino médio.

Informações importantes sobre a NAIA:

* Não existe limite de idade para participar da NAIA, porém o atleta só pode jogar até 4 temporadas pela NAIA, uma vez jogada as 4 temporadas o atleta perde seu eligibility.

* Se o atleta já tiver se formado em algum curso de graduação no Brasil, o mesmo não estará eligible para jogar a NAIA.

* Se caso o atleta jogar algum torneio profissional ou que ofereça dinheiro como premiação após o término do ensino médio, o atleta perde 1 ano de eligibility.

Como muitos devem saber, a NCAA contém três subdivisões, sendo elas a Division I, Division II e Division III.
ATENÇÃO: A NCAA divulgou novas regras para se obter o eligibility a partir de 1 de Agosto de 2016. E essas novas regras são:

Para NCAA Division I:
– Ter no mínimo GPA de 2.3 (total de 4.0).
– A nota mínima no SAT ou ACT, vai de acordo com o GPA do atleta, quanto maior o GPA, menos nota ele(a) irá precisar no SAT ou ACT. Veja os dois exemplos a abaixo:
Jogador(a) A tem 2.3 de GPA, então esse(a) atleta precisa tirar pelo menos 1080 no SAT ou 93 no ACT.
Jogador(a) B tem 3.0 de GPA, então esse(a) atleta precisa tirar pelo menos 800 no SAT ou 66 no ACT.
A tabela completa encontra-se no link: http://www.athleticscholarships.net/academic-requirements.htm

Para NCAA Division II os requisitos são mais baixos e estes são:
– Ter no mínimo GPA de 2.0 (total de 4.0).
– Atingir no mínimo 820 no SAT ou 68 no ACT. Para estar eligible para a NCAA Division III não existem requisitos acadêmicos, o atleta deve atender aos requisitos mínimos da universidade que joga a Division III.

Informações importantes sobre a NCAA:
• Se o atleta já for formado em alguma universidade no Brasil, o mesmo perde todo seu eligibility.
• O atleta tem 6 meses após conclusão do ensino médio para entrar em uma universidade de Division I, após esses 6 meses, caso jogue qualquer torneio organizado, o atleta começa a perder seu eligibility. Para Division II o atleta tem até 1 ano para entrar na universidade, após esse 1 ano, ao jogar torneios, o atleta também começa a perder eligibility.
• Após o “grace period” (periodo paga jogar torneios) o atleta perde 1 ano de elibigility para cada ano de torneio jogado (mesmo que jogue 1 torneio só, perderá 1 ano de eligibility)
• 180,000 alunos se registram por ano no site da NCAA, porém aproximadamente apenas 76,000 (42%) são selecionados para jogar as Divisions I e II.

• Na eventualidade de um(a) atleta perder o eligibility, ele pagará a punição nos primeiros anos de faculdade (conhecido nos EUA como “sit out”). Vamos supor que o atleta A perdeu 1 ano de eligibility, portanto em seu primeiro ano ele não terá bolsa esportiva e na grande maioria dos casos, por regras da NCAA, não poderá treinar com a equipe. Atletas que precisam “sit out” recebem bem menos propostas de bolsa ou nenhuma, pois o técnico não poderá contar de imediato com o atleta.

• Outro detalhe que não pode passar em branco é se caso o(a) atleta repetir qualquer ano entre o 9º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio o atleta será penalizado em perda de 1 ano de eligibility.

OBS: É altamente recomendável que o atleta que deseja jogar em uma dessas duas ligas, comece a se preparar pelo menos 1 ano antes da data de embarque. Estamos prontos para dar todo o apoio durante todo o processo pré-embarque até o dia em que o estudante/atleta se formar na universidade.

Para mais informações sobre nossos programas esportivos e acadêmicos nos EUA, por favor, enviar email para leonardo@mcgraduation.com.br START AT THE TOP WITH MC GRADUATION.