Category Archive ARTIGOS

ByEdmir C Cavalcante

Avaliação e Planejamento em Atividade Física

TENNIS.FITNESS

Tênis/ Qualidades Físicas Demandadas;
Importância da Avaliação
Aplicação do Treinamento Físico
Bateria de Testes
Macrociclo de Treinamento/Torneios
Planilha de Rendimento pessoal

Avaliação e Planejamento para web pdf

 

André da Costa Gonçalves  – JACARÉ

Iniciou com 10 anos aos 15 anos de idade já era assistente de professor. Sendo a primeira capacitação método Alemäo
É professor de tênis (desde 1980) Capacitator dos Cursos CBT ministrou o Modulo 4 – (durante 8 anos)
Temas
Preparaçao fisica – Biomecanica – Medicina Esportiva – Viajando com jogadores Atual capacitador no Brasil do modulo de formação e pre-preparação fisica para tenistas de 8 a 10 anos – Trans Faire (França – Brasil) (a 1 mês)
Atual diretor metodologia e executivo da ACE ACTION – TAUBATÉ. (a 1 ano)
Pesquisa sobre identificação e seleção de talentos (desde 1997)
Diretor Executivo da Academia Jacare Tennis Fitness – Brasil – (durante 35 anos)
Professor Team Head (a 14 anos)
Desenvolve protocolos para prescrição de programas de treinamento para tenistas de rendimento e alto rendimento.(a 17 anos)
Diretor metodologico e executivo do Instituto Andre Gonçalves para formação, massificação e desenvolvimento de jogadores. (a 3 anos)

André Gonçalves – Jacaré

Tennis Fitness Coach

ID Talent Test

Cel: 55-12-99754-0503

Skype: jacare5757

Youtube: JTFBR

ByEdmir C Cavalcante

8 keys to develop a Performance Player.

 

  1. Play other sports: This is hugely important.  The FACTS show that if you specialize in just tennis from a young age, you increase your chance of injury and risk physical and mental burnout at a young age.  It is a FACT, that the top 10 and 12 year olds in a country very rarely become the top 18 year olds.  Playing other sports such as soccer and basketball will lead to higher levels of athleticism, which is key to becoming a High Level Player.  Don’t chase ranking points at a young age!
  2. Get the right amount of training: This is key.  It is very easy to just say, more is better, but this is not true.  A guideline is that you should be doing a tennis related activity the same amount of hours per week as your age.  So, a 14 year old, should try to have 14 hours a week to devote to their tennis, this includes off court training and playing other sports.  The key is to make sure the tennis training is planned and has a purpose.   Some Academies used to, and still do, train 6+ hours a day, this is unnecessary and leads to injuries and burnout.
  3. Make some time for free play: Tennis is a sport, in fact, tennis is a game and games are meant to be played.  One of the keys for developing a player is that they have to have some time for free play, without parents or coaches present.  I would recommend that players try to play at least 6 sets of tennis a week with their friends and training partners, this is in addition to their regular training and fitness schedule.
  4. Play the right amount of tournaments: You should be playing about 1.5 tournaments a year per year of age at the most.  So, for a 12 year old, 18 tournaments per year is more than enough.  Remember, it is not about ranking points but the more the development of the player that is important.  Also, the tournaments should be divided into three categories:  Ones that are fairly easy, ones that are pretty challenging and also ones where the player would do well to win one or two matches.
  5. Have access to a GOOD off court trainer: This is a very important part of any tennis players progression.  Tennis is a highly physical sport that requires explosive power, endurance, speed, flexibility etc.  Make sure that your off court trainer is aware of this and has a knowledge of what it takes to be a tennis player and offers the correct type of training.  Don’t be afraid to ask the trainer for a Periodization plan and ask if the training is tennis specific.
  6. Don’t be in a hurry: Tennis is a long-term development sport.  It takes about 15 years from when you begin training to be at your best.  There is no hurry!
  7. Be aware of growth: Everyone develops at different rates, both physically and emotionally.  During physical periods of accelerated growth (growth spurts), a players development may stall or even move backwards in terms of results.  Don’t worry about this, it is all just a result of less co-ordination and strength due to longer limbs and a change in body shape.
  8. Make it fun: Yes, Performance Tennis is serious business with College Scholarships and even the professional tours in the equation.  However, the players who have more fun at training and at tournaments usually become more successful.  We want players to develop a love of the game so they will be enthusiastic about playing tournaments and going to practice.

 

By Oliver Stephens

PTR: Master of Tennis

iTPA: Master Tennis Performance Trainer. 

ByEdmir C Cavalcante

Papéis de pais ou cuidadores  na formação de um Atleta Infantojuvenil

Um dos principais papéis ao conviver e assistir um atleta infantojuvenil, e isto engloba os pais, familiares, cuidadores, patrocinadores, equipe técnica, mídia e inclusive a plateia, é compreender que a formação da personalidade deles está sendo moldada. Portanto, os adultos envolvidos devem lidar com o papel de respeito social e educacional  perante  as fases de desenvolvimento humano, seja um atleta social-escolar, ou de alto rendimento ou de necessidades especiais.

personalidade é um termo utilizado para descrever as características e os costumes comportamentais das pessoas,  sejam  eles observáveis ou não sobre o caráter delas. Referem-se às qualidades sociais e emocionais, propriedades, atributos ou traços pessoais que nos diferenciam. Ela é um produto  que traz uma carga hereditária e também é moldada pela  interação com o ambiente social (SHULTZ,2008). Há características que tentamos esconder de nós e dos outros para que possamos conviver com saúde mental. Isso explica porque temos comportamentos diferenciados diante de várias circunstâncias na vida. A personalidade vai se consolidando e pode ser mutável à medida que autovalorizamos ou autodepreciamos no decorrer ao longo da vida.

A partir do conceito e entendimento da personalidade, os comportamentos mais exigidos pelos adultos para um atleta em geral  é que tenha atitude assertiva e um mental forte. Para alcançar esse nível,  a criança precisa passar por estágios de evolução e de consciência integral ao interpretar os estímulos externos e interno, durante seu vigoroso contato social e espiritual. Deve ser amparada e educada para adquirir o controle emocional, independência, autoconfiança e coragem.  Tanto os pais, familiares, sociedade, cultura quanto o “Eu” interior do atleta, influenciam sobre o desenvolvimento físico,  mental e espiritual sobre a personalidade da criança e adolescente, tais como os fatores hereditários,  características físicas,   habilidades inatas, grau de maturidade,  a confiança atribuída aos adultos e grupos, principalmente a interpretação e compreensão individual que estes atletas tem em torno dele. O grau de sucesso e fracasso necessários para lidar com a vida são influências diretas ou indiretas sobre a quantidade e direção do desenvolvimento da personalidade.

Quando falamos de esportes, a representação atual nos remete,  a uma primeira visão, a busca de saúde e lazer, aprender a superar desafios, ter inclusão social, aprender a solucionar problemas, ter atitude assertiva dentre muitas outras expectativas, portanto, espera-se que  a posição e o prestígio social do atleta bem-sucedido também tenda a desenvolver os traços de autoconfiança, liderança, domínio, extroversão e adaptação social. Mas, podemos questionar o que ocorre de desfavorável na vida um atleta bem sucedido? O que passa na mente de um atleta iniciante que ao jogar com alguém mais capacitado que ele? A questão poderia iniciar assim: O que é bem sucedido? Como é o entendimento que passa na mente de um atleta infantojuvenil diante do peso de pressão que os adultos constroem em volta dele?

Por iniciarem a prática esportiva numa idade em que não possuem total formação da personalidade, certamente as crianças e os adolescentes sofrerão maior influência do esporte no desenvolvimento desta, do que os atletas adultos. É preciso ter em mente que, além do esporte de alto nível,  o infantojuvenil atleta também possui sua formação de personalidade influenciada pelo ambiente escolar, pela recreação (amigos, diversão) e pela cultura e social. Os pais, muitas vezes, exercem sobre os filhos um apoio exagerado, criando traços de personalidade negativos, tais como: ambições exageradas, dependência emocional, comportamentos anti-sociais,  dentre outros adjetivos através da pressão para alcançar o sucesso utilizando uma cobrança exagerada do rendimento e forçar a lidar com a pressão social, que em raríssimos casos são suportados por um infantojuvenil. Um grande problema que os pais enfrentam é como  lidar com essas questões? Como a família trata o perder e o vencer? Como são os comentários, comportamento fora de quadra e as críticas ao assistirem um jogo na televisão ou ao vivo? Estas e outras variáveis são tratadas pela psicologia do esporte, estendendo a equipe técnica e instituições.

Julgamentos e comparações são fatais para que o infantojuvenil construa suas interpretações corretas ou distorcidas de como os seus pais e adultos atuantes no esporte vão achar deles, se cometerem os mesmos erros.  Quais são os níveis técnicos que caracterizam um infantojuvenil como atleta social competitivo ou de alto rendimento competitivo?  Sendo assim a criança e adolescente é tratada como adulto exercendo um trabalho, com rotina e disciplina rígida. É provável que as tensões da competição exerçam uma influência mais profunda sobre a personalidade da criança, do que acontece quando adultos são expostos a uma atividade competitiva.

Por outro lado, na visão das crianças e adolescentes atletas – infantojuvenil – desejam brincar, divertir, ter amigos, pertencerem a grupos, compartilhar experiências e aprender a construir a sua identidade e sua individuação. Algo difícil de ser suportado quando a competitividade ocorre entre eles, sendo pior quando eles veem seus familiares brigando ou discutindo contra o familiar do oponente. Os sentimentos como de vergonha, medo, ansiedade e culpa conduzem à pensamentos distorcidos podendo levar a comportamentos mais diversificados possíveis.

Existem vários estudos sobre o desinteresse infantil na participação contínua no esporte competitivo. Este fato tem preocupado muito os profissionais da área de Educação Física, Psicologia e Saúde. Seja por pressão própria, social, familiar, por carga escolar, da equipe, pela rotina de trabalho, lesões e falta de meta e planejamento, falta de recursos e outros. Por isso, os estudos sobre a técnica de treinos,  a cada dia, vem na busca  de intercalar o lúdico, diversão e aprendizado tanto para aumentar desempenho, bem como lidar com o perder e ganhar como um todo com atitude assertiva. Levando o infantojuvenil a conhecer as ferramentas, golpes, etapas que precisam trilhar para alcançar as metas estabelecidas e ensinar sobre, o como e o  para  que,  desse longo período de aprendizado que necessita perder para superar e ganhar para eliminar as dúvidas que impediam a superação.

Portanto, a motivação e o sentido de vida para o atleta infantojuvenil precisam ser claros, bem estabelecidos dentro de sua realidade de desejos e conquistas.  Assim os adultos envolvidos precisam fomentar a motivação interna e oferecer o apoio incondicional  para criança e adolescente sem destruir suas ilusões e sonhos, com limites e compreensão mútua e assim, a personalidade é construída com base na assertividade, confiança, resiliência e outros atributos na formação do EU.

Assim sendo, quando as crianças e adolescentes têm a possibilidade de experimentar amplamente, errando e/ou acertando, durante o jogo ou prova,  compreendendo o que ocorreu com lucidez, e assim o direcionando a solucionar problemas e buscar novas alternativas para as criticas, sobre  as regras sociais, levando-os a aprender as técnicas, aprender a ter um espírito mais confiante e ampliação de consciência em todas as dimensões desta fase que levarão até a vida adulta. Ouçam, ensinem e aprendam com os seus filhos.

Tania Amorim Carvalho
taniaamorimcarvalho@gmail.com

ByGiliane

O sistema UTR (Universal Tennis Rating) http://blog.universaltennis.com/2016/02/15/tennis-metric-system/

Tennis’s Metric System

Canada spurs the growth of the one and only global tennis rating system

The United States of America holds a singular position in the world of tennis. Intercollegiate tennis in the U.S. has developed at a scale and level of play unparalleled in the world, and consequently it attracts strong junior players from many nations. This can mean athletic scholarships for some, and for all, a chance to compete on the courts at a high level while also earning an undergraduate degree. For decades, there’s been a global migration of college-age tennis talent to the United States, benefitting both the athletes and their teams. Not surprisingly, neighbor Canada has been a prime supplier of tennis talent to these collegiate programs: currently more than 200 Canadians play for U.S. college teams.

Of course, this goes well beyond North America. U.S. college coaches have also been recruiting athletes from Europe, England, Australia, Asia, Africa, and South America—in fact, from anywhere people play tennis. The athletes often take the initiative. Their knowledge of intercollegiate tennis (and U.S. colleges) has grown exponentially with the growth of the Internet. And college coaches are now only a few mouse-clicks away. In recent years, at least half of those competing for the NCAA men’s and women’s singles championships have typically been athletes from abroad—giving homegrown stars like James Blake and John Isner the chance to sharpen their games against some of the world’s best among their peers.

Yet, global recruiting is still a road with some bumps. It is hard enough to pin down the actual potential of juniors who’ve played in high-school and USTA-sanctioned events. But making a reliable assessment on a 16-year-old girl from, say, Cambodia, can be rather perplexing. A key stumbling block is the plethora of different tennis rating systems used around the world. There are often even multiple ranking systems within one country. Each system has its own formulas and metrics, resulting in tennis’s Tower of Babel. This makes the college coach’s task somewhat like that of a United Nations translator expected to understand the languages of all the different national delegations. Not possible.

Many rating systems award points based on what round in a tournament a player reached. But all tournaments have draws of unique strengths, and even the same event can vary from year to year. So reaching the quarterfinals at Event A may mean something drastically different from doing so at Event B, even if the same number of points gets awarded. How do we compare performances at a tournament in rural Australia with ones in São Paulo, Brazil, Pensacola, Florida, Vancouver, Canada, or Marseille, France? For the most part, the answer is, we can’t.

“The Universal Tennis Rating (UTR) is becoming the principal resource that U.S.-based college tennis coaches use for prospecting student-athletes from around the globe and recruiting them to their roster.”
Luckily, there is a way out of this quandary. The Universal Tennis Rating (UTR) system is an elegantly simple, highly reliable metric that rates every participating tennis player on a scale from 0 to 16+ (Novak Djokovic currently holds the world’s top UTR, at 16.42). UTR uses just two pieces of data from each match: who did you play, and what was the score? For a college coach, the “U” in UTR (i.e.,Universal) is the beauty part. UTR pulls in results from the ATP, WTA, ITF, ITA (U.S. college tennis), USTA (open, 5.0, and junior levels), plus select public and private U.S. high school results, and select LTA results, and translates them all into a common metric. In the United States, the ITA partnered with UTR several years ago, and now all Division I, II, and III college players have UTRs. And with UTR data, a prospective recruit, whether from Memphis or Manila, can hazard a guess as to where he or she might fit into a given college’s lineup. Teams, too, have UTRs, built on a different scale from the individual ratings but using similar principles. The USTA’s Northern California regional newsletter noted that “This [UTR] is the first time our sport has had one common denominator.”

Tennis Canada, the country’s national governing body, is now leading the way to UTR for the rest of the world. It has made Canada the first national federation to provide 100 percent of its junior tournament results to the UTR system. “The Universal Tennis Rating (UTR) is becoming the principal resource that U.S.-based college tennis coaches use for prospecting student-athletes from around the globe and recruiting them to their roster,” Tennis Canada declared in a bulletin. “The reason why UTR is so useful to college coaches is because it pulls data from other rating tools…. UTR then provides a universal scale determining the playing level of a particular athlete and this rating system has now become the common denominator whereby players can compare themselves to other tennis athletes and as well the top tennis players in the world, such as: Roger Federer, Rafael Nadal, Maria Sharapova and Serena Williams.”

Tennis players in Canada, a country with a large land area but, in many regions, relatively small populations, have found UTR to be a valuable tool even if they have no interest in attending college. For example,in Manitoba, whose population is considerably smaller than that of provinces like Quebec or Ontario, the UTR system can facilitate finding competitive matches. Early on, UTR helped Manitoban tournament directors populate and seed their draws. It also evolved into a way to organize level-based tournaments (like the recent UTR Boston Open), which schedule matches between players who may differ in age or even gender—but who have similar UTRs. Level-based play like this insures interesting, competitive matches, regardless of demographic differences, and works just as well in recreational play as in serious competition. In thinly populated areas, UTR-based matches can greatly shorten the drive one needs to make to play someone of similar skill level.

Tennis Canada’s channeling of junior results into the UTR database represents an important step toward the globalization of the system. It is indeed applicable anywhere on Earth where there are nets and baselines. UTR’s simplicity, versatility, and usefulness give it the power to transcend national boundaries. In this sense it may someday become tennis’s equivalent of the metric system, with one difference: the U.S.A, too, will be on board—with its college tennis coaches showing the way.

(Feature photo: Rogers Cup presented by National Bank tournament in Montreal, courtesy of Tennis Canada.)

Author: Craig Lambert

Craig A. Lambert, Ph.D. , a former staff writer and editor at Harvard Magazine, is the author of Shadow Work: The Unpaid, Unseen Jobs That Fill Your Day. View all posts by Craig Lambert

Author Craig LambertPosted on February 15, 2016Categories College RecruitingTags ATP, College Recruiting, College Tennis, Junior Tennis, Ratings, Tennis Canada, USTA, WTA

ByGiliane

Um novo sistema de medição de performance?

Phenoms Rising Beneath (Some) Radar

Taylor Fritz’s breakthrough in Memphis was waiting to happen

Taylor Fritz in Memphis

Lately, the United States has been producing some exciting tennis phenoms. These include teenaged Noah Rubin, who stunned many when he took out the #18 seed, Benoit Paire of France, in the first round of the Australian Open.

The 18-year-old Taylor Fritz of Rancho Santa Fe, California, recently set a benchmark for precocity. In a brand-new pro career, he reached the final of the Memphis Open, where he lost to the #1 seed (and current #6 worldwide) Kei Nishikori, 6-4, 6-4, on February 14. As this was only Fritz’s third ATP event, his progress to a tour final was the fastest of any American man to date. He also became the youngest American male to reach an ATP final since Michael Chang in 1989.

Prior to Memphis, Fritz ranked #145 on the ATP list (he’s now jumped to #102); he received a wild-card entry to the tournament. Consequently, many observers were startled when Fritz knocked off the second seed, #29 Steve Johnson, even before forcing Nishikori, the three-time defending champion, to work hard to win Memphis again. Yet Fritz held a UTR of 15.55 before the tournament, placing him at #40 worldwide in the UTR system. Steve Johnson, at 15.51, was #45 in the UTR breakdown. So Fritz’s victory was another“upset” that those tuned into UTR probably saw coming. At this writing, Johnson, Fritz, and Nishikori are closely bunched with UTRs of 15.47, 15.49, and 15.75 respectively, so even Fritz’s competitive final with the top-tenner should not have been astonishing.

These discrepancies between ATP rankings and UTR ratings stem in large part from Fritz’s newly-professional status. He has simply not played enough ATP events to amass many points, and whatever success he had before turning pro in September 2015 does not figure into his ATP ranking. But in fact, Fritz had a great deal of success as a junior amateur, and all those matches bolstered his robust UTR going into Memphis. In 2015, Fritz reached at least the quarterfinals of all four Grand Slam junior tournaments; at the French, he lost in the final to Tommy Paul (now UTR 14.89), and then defeated Paul to win the U.S Open junior event. At the end of the year, Fritz was the world’s top junior male, named the 2015 ITF Junior World Champion. Indeed, he is a phenom but, as his UTR reveals, certainly no overnight success.

Feature photo: Taylor Fritz, 18, playing against Kei Nishikori in the final of the Memphis Open last week. Fritz lost, but his ranking rose to 102nd. (Credit: Getty Images)

Author: Craig Lambert

Craig A. Lambert, Ph.D. , a former staff writer and editor at Harvard Magazine, is the author of Shadow Work: The Unpaid, Unseen Jobs That Fill Your Day.  @ http://blog.universaltennis.com/author/craiglambert/

ByEdmir C Cavalcante

Planejando seu calendário

CALENDÁRIO, ESTE É O ASSUNTO principal de todas as viradas de ano. Avaliar os êxitos, a evolução e planejar os próximos passos para formular um calendário é essencial em cada etapa do processo de evolução de um tenista.

Mas a vida não é feita apenas de êxitos e conquistas e saber avaliar metas não atingidas e contratempos é uma tarefa muito importante dentro do processo evolutivo. É claro que todos nós preferimos fazer calendários baseados em progressões e muitos acreditam ser este o objetivo do planejamento. Porém, a experiência diz que todas as ações e planejamentos, quando baseados em resultados e metas, possuem dois caminhos igualmente importantes: a progressão e a regressão.

Retroceder, por vezes, é a maneira mais rápida e garantida de se chegar a um objetivo. Outras vezes, avaliações ou balanços estratégicos podem identificar vantagens em caminhos diferentes mesmo para jogadores que supostamente tenham o mesmo nível. Vamos então utilizar alguns exemplos para servir de base de reflexão e estimular o diálogo entre jogadores, treinadores e pais.

Profissionais

Os gráficos abaixo descrevem os calendários de dois grandes jogadores da atualidade, Novak Djokovic e Andy Murray durante a adolescência e demonstram o objetivo na evolução do tipo de competição.

Gráfico 1

Repare que, aos 13 anos, Djokovic já disputou um torneio com pontos para o ranking ITF de 18 anos e, aos 14, nenhum, que demonstra, por alguma razão, um pequeno retrocesso.

Gráfico 2

Murray, aos 13 e 14 anos, disputou apenas um torneio por ano de 18 anos. Aos 15 anos, seis e, aos 16 anos, 16 torneios do tipo ITF (18 anos).

É muito importante lembrar que esses “jovens” atletas, como a maioria dos tenistas infantojuvenis, disputam cerca de 25 torneios por ano – algo entre 20 e 30 – para manter um bom ritmo competitivo e poder mesclar vários tipos de competição. Aqui estão apontadas as prioridades complementadas com torneios estaduais e nacionais.

Mesmo jogadores como Rafael Nadal, número 1 do mundo, podem optar por um período de “regressão” para autoavaliação e reaquisição de confiança, como ocorreu no início deste ano. Os torneios que ele disputou na América do Sul serviram para uma avaliação da capacidade física e para readquirir ritmo competitivo para as grandes competições.

Agora, com realidades mais palpáveis, vamos exemplificar algumas opções diferentes na escolha das competições de jovens brasileiros.

PROGRESSÃO PLANEJADA

Vamos usar como primeiro exemplo a ascensão do jovem Lucas Kogachi, que de campeão estadual se tornou campeão sul-americano. O atleta terminou sua última temporada na categoria 12 anos como melhor jogador do estado.

Quais são as metas e objetivos a curto e médio prazo? Colocá-lo entre os melhores jogadores de seu país no primeiro e segundo anos da categoria 13 e 14 anos (no caso entre os três melhores do Brasil) e classificá-lo para o campeonato Sul-americano.

Gráfico 3

Sem contratempos, tudo correu como planejado e o jovem Lucas sagrou-se campeão sul-americano de 14 anos por equipes pelo Brasil.

RETROCESSO FORÇADO

Neste exemplo, o jovem Alberto Mello, que sofreu um grave acidente, saiu de atleta rebaixado de categoria a número 1 do estado. O jovem terminou a categoria 12 MB como um dos principais tenistas de sua idade (nesta categoria). Após sofrer um acidente e ficar oito meses parado, o atleta, que havia obtido média para subir de categoria (14 MA), teve seu caso analisado a pedido técnico e foi “rebaixado” para a categoria 14 MB com a finalidade de readquirir ritmo para atuar na 14 MA. O balanço final mostra que a decisão foi acertada empregando um “retrocesso” forçado para trazer de volta um atleta para a elite de sua idade.

Gráfico 4

No caso, o atleta abriu mão de jogar na categoria 14 MA, terminou o primeiro ano (13) entre os melhores de sua categoria (2º da 14 B) e no ano seguinte (2013) chegou a número 1 do estado da 14 MA.

RETROCESSO TÉCNICO



Lucas Kogachi, exemplo de progressão planejada no calendário juvenil

Analisaremos o caso de Jonathas Sucupira, que saiu de um retrocesso no nível de competições aos 15 anos para ser campeão brasileiro de 18 anos. O atleta já disputava torneios nacionais aos 14 anos e, por ter resultados abaixo do ideal e por precisar, sofreu mudanças severas em sua técnica. Teve uma regressão no tipo de competições, aumentou seu número de jogos, obteve bons resultados e atingiu o nível dos melhores jogadores de sua idade no país.

Gráfico 5

Após uma mudança radical em sua técnica, o atleta teve um desvio estratégico de calendário passando a disputar torneios estaduais de classe, aumentou seu número de jogos e vitórias, melhorou sua autoconfiança e tornou-se campeão brasileiro de 18 anos e campeão sul-americano.

Necessidades diferentes com nível técnico parecido

Vejamos o caso das atletas Marina Danzini e Flávia Araújo, que passaram dos torneios estaduais às finais profissionais. Duas atletas treinadas pela mesma equipe, com nível técnico e físico aproximado, porém com experiências muito diferentes. Uma das atletas já competia e apresentava bons resultados desde os 11 anos e, a outra, um ano mais velha, iniciou sua participação em competições aos 14 anos. Aos 16 anos, uma necessitava de desafios e desenvoltura internacional e a outra, de autoconfiança e motivação com bons resultados.

Gráfico 6

O gráfico da página seguinte comprova que o calendário é extremamente individual. Com trajetórias diferentes as duas jogadoras atingiram, aos 19 anos, um bom nível de atuação e experiência para se lançarem ao profissionalismo.

Flávia Araújo e Marina Danzini: nível técnico similar, porém trajetórias diferentes
Flávia Araújo e Marina Danzini: nível técnico similar, porém trajetórias diferentes

Ideia de progressão

Os gráficos apresentados demonstram trajetórias com “progressões e regressões calculadas” e “regressões forçadas ou induzidas”, buscando exemplificar que os atletas, principalmente os mais jovens, necessitam de vitórias como estímulo, mescladas com novos e progressivos desafios.

Embora o calendário seja algo muito individual, aponta-se um trajeto mais parecido entre parte dos grandes jogadores. Em tese, o atleta que obtiver nível para chegar antes aos “melhores” torneios, desenvolverá uma base mais sólida de experiências e um ritmo elevado.

Sendo assim, no último gráfico, apontaremos uma “matriz” com uma sugestão no número e no tipo de torneios que os jogadores infantojuvenis poderiam utilizar como referência e variar para cima ou para baixo em função das avaliações feitas por sua equipe técnica.

Pondere

Pense com carinho e realismo, mas sem deixar o otimismo de lado, calculando a evolução do primeiro para o segundo semestre de cada ano. Leve sempre em consideração a velocidade no desenvolvimento natural do atleta, respeitando as suas características físicas pessoais, já que o “estirão” ocorre em momentos diferentes e implica não só em coordenação, força e velocidade, mas também no raciocínio e discernimento.

O planejamento facilita a avaliação. Gaste um tempinho formulando o calendário, exclua suas datas comemorativas, procure organizar bem as sequências de torneios intercalando duas ou três semanas de competição com uma ou duas de descanso/lazer.  Agora, inclua esse calendário em sua agenda anual como um roteiro primário e procure segui-lo o mais fielmente possível.

Byatpb

Meu filho é um talento: e agora?

Se esse dilema tem tirado o seu sono, é melhor mesmo ler este artigo. Se ao final da leitura, ainda sentir-se atormentado pela dúvida, não tema: milhares de pais ao redor do mundo estão afetados pela mesma “Síndrome da Parentite Aguda”. Os sintomas são: super envolvimento com a vida atlética dos seus filhos, projeção das frustrações esportivas em seus rebentos e apropriação do rendimento dos filhos durante as competições como se fosse o próprio. Casos mais graves levam à falência econômica e emocional da família onde nasceu o talento precoce.

Num mundo dominado pelo conceito do sucesso, da vitória a qualquer preço e do culto às celebridades, cada vez mais crianças são envolvidas precocemente na roda viva das tarefas e responsabilidades, seja no esporte (os casos mais extremos no Brasil acontecem no futebol, em que muitos prodígios de 12 anos já são arrimos de família), seja no mundo do entretenimento (recente matéria da revista Veja mostrou famílias orgulhosas de seus DJ’s mirins do estilo “funk ostentação”).

Talento é a potencialidade de se tornar um sucesso, de estar na elite de um grupo, de apresentar alto rendimento em alguma atividade que exija habilidades específicas e muito treinamento. No caso específico do tênis, podemos destrinchar essa definição em quatro aspectos (1):

1. Detecção de talentos: refere-se a identificar crianças potencialmente talentosas e trazê-las para a atividade ou esporte. Exemplo: ao ver uma criança exibindo grande agilidade no basquete, convidá-la a participar do time de futebol como atacante.

2. Seleção de talentos: escolher aqueles que têm chance de ir bem numa atividade, e rejeitar aqueles que não têm. Exemplo: um professor que orienta um time de interclubes escolhe apenas o jogador mais vencedor naquele momento. Não se preocupa com o longo prazo.

3. Identificação de talentos: se refere ao processo de reconhecimento de praticantes de uma modalidade com o potencial de se tornarem atletas de elite no futuro. Exemplo: os tenistas mais talentosos são escolhidos para os programas, mas todas as crianças têm chance de participar de competições e de praticarem juntas. É um processo de longo prazo, pois entende que crianças se desenvolvem em ritmos diferentes e que, até a puberdade, aspectos fisiológicos interferem demais no rendimento. É um processo que realiza uma avaliação de qualidades físicas, mentais, psicológicas, técnicas e táticas.

4. Desenvolvimento de talentos: oportunizar um ambiente favorável de aprendizado e de treinamento para que o talento potencial possa se manifestar plenamente. Exemplo: uma federação consegue reunir todos os seus atletas potenciais com programas organizados para o longo prazo, com um planejamento de práticas e de competições progressivamente mais desafiadoras.

70% das crianças norte-americanas param de participar do esporte organizado antes dos 13 anos devido à cultura de seleção de talentos

Seleção?

A cultura de seleção de talentos, que prioriza a participação das crianças mais habilidosas nos esportes em detrimento de outras (as crianças que nunca são escolhidas para participar do time da escola, ou que, quando convocadas, ficam o tempo todo no banco) é responsável, entre outras coisas, pela incrível estatística de que 70% das crianças norte-americanas param de participar do esporte organizado antes dos 13 anos de idade (2). Três em cada quatro crianças norte-americanas não praticarão mais nenhum esporte na vida adulta. Assustador, não?

Vencer a qualquer preço em competições esportivas infanto-juvenis promove a seleção de talentos. Quando um treinador é pressionado a vencer pelos pais ou pelos dirigentes de clubes e federações, ou quando esse treinador quer vencer para satisfazer o seu próprio ego, ele se torna um selecionador de talentos.

O que queremos instalar é a cultura da identificação de talentos, na qual buscamos jogadores jovens que não são necessariamente da elite da escola, clube ou academia, mas que reúnem características físicas e psicológicas para se tornarem no futuro. Talvez não sejam nem tão habilidosos, mas possuem alto grau de respeito às orientações do treinador, demonstram empatia e sensibilidade, e, principalmente, motivação para aprender cada vez mais.

Segredos do sucesso?

O pesquisador polonês Piotr Unierzyski, do Departamento de Tênis de Campo da Faculdade de Educação Física da Universidade da Polônia, conduziu um estudo bastante revelador de longo prazo, acompanhando cerca de mil atletas de 50 países que disputavam os principais torneios europeus até 12 anos – atletas do calibre de Kim Clijsters e Roger Federer – de 1994 a 2002. Das crianças pesquisadas, seu foco foi naquelas que anos depois furaram a barreira dos 100 primeiros tenistas nos rankings profissionais. E o que ele descobriu?

Na época do início da pesquisa (em 1994, quando tinham 12 ou 13 anos), as crianças que entraram anos mais tarde na lista dos top 100 da APT e da WTA:

  • Eram três a quatro meses mais jovens do que a média das crianças pesquisadas;
  • Eram mais magras e com menor potência física do que a média da idade;
  • Geralmente eram mais rápidas e ágeis do que a média;
  • Jogavam menos jogos do que seus pares que estavam no topo do ranking na época;
  • O número de horas de treino por semana era duas a quatro horas a menos do que a média das horas dos atletas de elite da idade;
  • Seus pais os apoiavam, mas não eram super envolvidos com o tênis dos filhos.

Especialização

Então, chega aquela criança de 6 ou 7 anos com bons movimentos do tênis e trocando muitas bolas, vira a sensação do pedaço, já são colocadas expectativas, e….bem, ela é apenas uma criança que bate bem na bola. Corre bem? Como se comporta sob pressão? Como é sua agilidade? E a curva de crescimento? Um pouco cedo para prever se essa criança: primeiro, continuará a jogar tênis no futuro, segundo, se continuará gostando de jogar, de evoluir, de superar a dor, o sofrimento, tudo o que envolve o esporte de alto rendimento.

Para o desenvolvimento de um atleta no futuro, as diferentes experiências de movimento e dinâmicas competitivas e cooperativas que os diferentes esportes proporcionam são extremamente importantes. Assim, quando observamos uma criança pequena que bate super bem na bola, minimizaremos suas chances de sucesso caso deixemos que ela jogue apenas tênis todos os dias. Simples assim.

A especialização precoce se revela maléfica em ainda mais pesquisas conduzidas nos Estados Unidos:

1. Crianças que se especializam em um único esporte precocemente (a idade recomendada de especialização é a partir dos 13 anos) respondem por mais de 50% das lesões por super uso segundo os ortopedistas pediátricos;

2. Um estudo da Universidade de Ohio demonstra que as crianças que se especializam em apenas uma modalidade precocemente tendem a abandonar o esporte antes dos seus pares e a ter uma vida adulta sedentária;

3. Em outro estudo com 1.200 atletas, o Dr. Neeru Jayanthi, da Universidade de Loyola, demonstrou que as crianças que se especializam em apenas um esporte precocemente têm de 70 a 93% mais de chance de desenvolverem lesões do que aquelas que praticam vários esportes antes de se especializar;

4. Crianças que se especializam muito cedo em apenas um esporte têm maior chance de “burnout” graças ao estresse, motivação decrescente e perda de prazer na atividade.

Ao observar uma criança que bate super bem na bola, minimizaremos suas chances de sucesso caso deixemos que ela jogue apenas tênis todos os dias

Monitoramento no Brasil

Bem, se você continuou lendo até aqui, pode ser que exista ainda a chance de cura para a “Síndrome da Parentite Aguda”.

O primeiro remédio é entender que a principal motivação para iniciar uma criança no esporte é desenvolver nela os principais valores que a vida atlética proporciona: superação, disciplina, coragem, respeito… E que a principal motivação para incentivar que seu filho siga praticando esportes deve ser o prazer e a alegria que ele sente em praticar a atividade.

Se as duas coisas estão acontecendo, e a criança está evoluindo, é importante monitorá-la com sinais dentro de casa (quantidade e qualidade de sono, alimentação, dores corporais, disposição para conversar, alegria de viver) e avaliações periódicas ou testes (para avaliar dados antropométricos, capacidades físicas, habilidades motoras, características psicológicas, habilidades técnicas e táticas, o ambiente familiar, treinabilidade, entre outras).

Os testes servem não apenas para o processo de identificação de talentos, mas também para monitorar a evolução do atleta e realizar as intervenções necessárias para a manutenção da saúde e do seu processo evolutivo no longo prazo.

De acordo com o maior especialista brasileiro em identificação de talentos para o tênis, Mark Caldeira – Mestre em Desempenho Humano, coordenador do Núcleo de Ciências da CBT e coordenador do Laboratório de Psicologia do Esporte da UNIVALI –, definir a idade ideal para que esses testes sejam aplicados não é tão simples. Segundo ele, “quando falamos em idade ideal para testes, necessariamente temos que pensar nos objetivos do programa de treinamento, nos estágios de desenvolvimento do indivíduo, nas variáveis a serem avaliadas, nas possibilidades de monitoramento e nas condições de intervenção”.

Caldeira ainda conta que, após uma série de experimentos, os resultados indicaram que os protocolos mais importantes para os tenistas estão relacionados à sua capacidade de aceleração e desaceleração com envolvimento de mudança de direção, à capacidade de resistência em esforço intermitente e à potência. Num segundo momento, o foco passa às funções cognitivas e na modulação do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) por meio da VFC (variabilidade da frequência cardíaca), sobretudo em situações de estresse. Nesses testes, Caldeira encontrou resultados promissores no que diz respeito à detecção de talentos.

Na opinião dele, os testes físicos devem ser aplicados a partir dos 13 ou 14 anos com monitoramento anual até os 16 anos e a cada seis meses (no mínimo) a partir dos 17. Os testes de funções cognitivas devem ser aplicados a partir dos 10 anos, com monitoramento ano a ano; e da modulação do sistema nervoso autônomo (SNA), a partir dos 14 anos, também com monitoramento anual. “Para termos esses testes aplicados em todo o território nacional de modo padronizado, simples e com baixo custo, creio que uma das melhores opções seria utilizar as universidades como centros de avaliação”, completa.

Pais infectados pelo vírus da “Parentite Aguda” têm cura: aceitar que o tênis para as crianças até 10 anos deve ser pura diversão. Seu filho “talentoso” agradece, e o “não talentoso” também.

Fontes:
(1) Piotr Unierzyski, do Departamento de Tênis de Campo da Faculdade de Educação Física da Universidade da Polônia, apresentou seu trabalho sobre Desenvolvimento de Talentos no Congresso Mundial de Treinadores da Federação Internacional de Tênis (ITF) em 2005 na Turquia.
(2) O coach de futebol (sim, futebol) norte-americano John O’Sullivam é autor do #1 best-seller “The Parents Guide to Rising Happy, High performance Athletes” e escreve no blog “Changing the Game Movement”. Para entender como manter seu filho no esporte, o livro e o blog são incríveis.

Pílulas

  •  Colocar a criança pequena para aprender esportes é um privilégio, e a motivação principal deve ser educativa, ou seja, pensando nas habilidades e competências que o esporte poderá aportar para a formação de um ser humano mais completo.
  • O tênis é um esporte fantástico no que diz respeito tanto à aquisição de habilidades como em valores para a vida. Mas as crianças pequenas não devem praticar apenas uma modalidade esportiva, e sim, experimentar várias, para sua educação motora, psicológica e mental.
  • Ao procurar um local para inserção de seu filho em atividades esportivas organizadas (como academias de tênis, clubes, aulas em condomínios etc), certifique-se de que existe um programa cientificamente planejado e ministrado por professores capacitados.
  • O programa deve incluir em sua agenda os festivais, festivais de jogos, campeonatinhos por equipes, para que a inserção à competição seja gradual e agradável.
  • A utilização das bolas do Play and Stay para crianças até 10 anos é regra da Federação Internacional de Tênis, e estudos conduzidos desde sua criação em 2008 comprovam que a evolução técnica e tática das crianças acontece mais rapidamente com a utilização do sistema das bolas vermelha, laranja e verde.
  • A utilização de bolas adequadas, tamanho de quadra proporcional, carga de atividades e inserção gradual às competições promove o crescimento saudável da criança. Muitos jovens promissores no Brasil foram “queimados” por excesso de solicitação músculo-tendinosa em altas cargas de treinamentos.
  • O ranqueamento das crianças até 10, até 12 e até 14 anos não é indicador de que essa criança será um atleta de elite no futuro. As melhores metas são aquelas relacionadas ao aprendizado, à condição física e ao aperfeiçoamento das capacidades emocionais e cognitivas.
  • Quando colocar seu filho num programa no qual confia, lembre sempre que a autoridade em quadra é o professor. Pergunte a ele o andamento das aulas e, ao assistir as competições de seu filho, procure não interferir.
  • Trate seu filho com carinho e respeito em situações de vitórias e de derrotas esportivas, evitando supervalorizá-lo por eventualmente jogar tênis melhor que a média das crianças.
  • Fique atento ao maior termômetro de que está indo pelo caminho certo: a saúde e a alegria do seu filho.