Nível é necessário para atingir determinados times nos EUA

Nível é necessário para atingir determinados times nos EUA

Primeiramente, hoje podemos dizer que o mercado de bolsas para tênis é extremamente amplo e competitivo.

Dizemos amplo pois existem aproximadamente 1000 equipes de universidades que oferecem tênis, sendo que a estimativa é que entre 600-700 universidades ofereçam algum tipo de bolsa esportiva e ou acadêmica. A competição pelas bolsas é internacional e mais de 50% das bolsas atléticas têm ido para estrangeiros. As ligas são NCAA divisão 1, 2 e 3, além de NAIA e Junior College, masculino e feminino.

Está muito competitivo pois a maioria senão todos os treinadores das universidades mais fortes de divisão 2 e da divisão 1 estão sempre em busca dos melhores jogadores, possivelmente visando um custo x benefício (exemplo: casos em que o treinador está buscando jogador TOP com boa condição financeira que possa arcar com alguma parte dos custos).

Os times geralmente têm entre 8 e 12 jogadores e os treinadores podem dividir as bolsas dos times, oferecendo bolsas parciais. O total de bolsas para um time da divisão 1 é 4.5 (masculino) e 8 (feminino). Na divisão 2 geralmente tem 3-4 bolsas por time masculino e de 4 a 6 para feminino. O motivo de existirem mais bolsas para mulheres é o futebol americano, que é um esporte que oferece 50 a 100 bolsas por time apenas para homens.

A regra Title IX foi criada para garantir a igualdade na distribuição de bolsas homens x mulheres.
1 bolsa completa corresponde ao pagamento de tuition, room and board (faculdade, moradia e alimentação). Algumas bolsas completas também podem cobrir livros e seguro-saúde. Alguns atletas recebem Full Tuition (faculdade + taxas), e em alguns casos isso é visto como 100%. Mas na verdade no real 100% o estudante-atleta ganha a moradia e alimentação.

É muito difícil conseguir bolsa completa no primeiro ano no masculino. Para isso, é recomendável ranking ITF, ponto na ATP, além de boas notas. Também é necessário buscar times onde o atleta chegue para ser o número 1. Tem inclusive vários times onde o número 1 não tem 100% no masculino. Caso não seja um atleta de ponta que faça enorme diferença na equipe logo de inicio, não é viável 100%. No feminino as bolsas de 100% são mais comuns no 1º ano, mas mesmo assim são difíceis. Ranking ITF, média do ensino média alta, ótimos resultados, tudo isso conta.

A maioria das bolsas são parciais mas mesmo para conseguir uma bolsa parcial é necessário ter nível TOP 6 no time. Caso contrário, é mais aconselhável tentar vagas como walk-on (sem bolsa esportiva), talvez com bolsa acadêmica apenas.
Ter o know-how de quais times têm bolsas e o nível técnico deles permite ao estudante-atleta encontrar as opções de acordo com o seu orçamento. Quanto mais diferenciado no time, mais bolsa.

É bom lembrar que as bolsas são renovadas anualmente e podem aumentar ou diminuir de acordo com performance e conduta.
As bolsas esportivas geralmente cobrem de 20% a 100% dos custos. Muitas universidades (principalmente divisão 2 da NCAA, que têm menos bolsa esportiva que a divisão 1) recorrem às bolsas acadêmicas para conseguirem boas propostas para seus jogadores, mas para isso precisa de uma média (GPA) a partir de 3.0 (escala de 0 a 4.0) – geralmente seria um 7.5-8.0 de média geral aqui no Brasil. No caso de existir bolsa acadêmica (geralmente correspondem entre 5% a 30% de bolsa), pode ser agregada à bolsa esportiva que o treinador está oferecendo. A conclusão deste ponto é que as bolsas dependem de:
– nível técnico (rankings ITF, Universal Tennis, WTA e ATP se houver, video) quem não tem resultados nessas ligas dependerá exclusivamente de video e recomendação
– notas do ensino médio, nota do TOEFL e do SAT
– Orçamento do treinador e quanto ele quer oferecer
– Universidade que o estudante-atleta escolheu (pode conseguir, como exemplo, 30% em uma divisão 1, e 80% em uma divisão 2). Vejam o que geralmente precisa no tênis para os seguintes níveis de tênis (tanto no masculino quanto feminino):
NCAA DI TOP 20: Ser top 100 ITF Ranking ; UTR men 13-14-15  ; UTR women 10-11-12
NCAA D1 TOP 75 : TOP 400 ITF ; UTR men 13-14  ; UTR women 9-10-11
NCAA D1 fora do TOP 75: Top 10 no Brasil ranking juvenil; TOP 400 ITF; UTR men 12-13-14 ; UTR women 9-10
NCAA DII TOP 10: TOP 10 no Brasil Ranking Juvenil; TOP 400 ITF; UTR men 11-12-13-14; UTR women 8-9-10
NCAA DII TOP 10-25: TOP 50 ranking Brasileiro juvenil 18; muito foco em videos + resultados em campeonatos
NCAA DII abaixo top 25: Mais foco em videos + resultados em campeonatos

 

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